Guedes diz que alterações na reforma da Previdência vão gerar necessidade de uma nova

Segundo ministro da Economia, parlamentares não têm compromisso com as novas gerações

Paulo Guedes Foto: arquivo/Agência Brasil

Para Paulo Guedes, ministro da Economia, a versão da reforma da Previdência presente no relatório de Samuel Moreira (PSDB-SP), da comissão especial para analisar o tema, vai gerar a necessidade de uma nova no futuro. Isso, segundo ele, por abortar a proposta de capitalização e ceder a privilégios.

Ainda conforme Guedes, os parlamentares não têm compromisso com as novas gerações. “O compromisso com os servidores públicos do Legislativo foi maior”, acrescentou.

Ele disse, ainda, que o recuo pode “abortar a Nova previdência. As pressões corporativas de servidores do legislativo forçaram o relator a abrir mão de R$ 30 bilhões para os servidores do legislativo que já foram favorecidos no sistema normal”.

Para Paulo Guedes, a economia original de R$ 1,2 trilhão em dez, era fundamental para que os brasileiros que ainda não entraram no mercado de trabalho tivessem a inserção da capitalização.

Será?

Vale lembrar que, no mês passado, Guedes disse que renunciaria se a Previdência virasse “reforminha”. “Pego um avião e vou morar lá fora”.

O texto do relator, vale destacar, acrescentou, suprimiu e modificou uma série de itens do documento original. Dentre eles, ficaram de fora Estados e municípios, alterou-se regras para professores e trabalhadores e rurais e mais.

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