Com saída dos secretários especiais, chega a quatro o número de servidores da Economia que deixaram governo nos últimos meses

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou na noite desta terça-feira, 11, que o secretário especial de Desestatização, Salim Matar, e o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão.

No anúncio feito à jornalistas, Guedes citou “debandada” na pasta. O número de secretários da Economia que deixaram o governo nos últimos meses chega a quatro.

Em julho, deixaram o governo o então secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda, Caio Megale. Em maio, o secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, saiu para assumir a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics.

Reação à debandada

O ministro afirmou que os pedidos de Salim e Uebel foram feitos pela insatisfação dos dois secretários com o andamento das privatizações e da reforma administrativa.

Segundo Guedes, Uebel se contrariou com o atraso no encaminhamento da reforma administrativa.

“Hoje houve uma debandada”, afirmou o ministro, após argumentar que saídas recentes de outros membros da equipe não devem ser classificadas assim.

“A nossa reação à debandada que aconteceu hoje é acelerar as reformas, é mostrar que olha, nós vamos privatizar, nós vamos insistir nesse caminho, pelo menos nós vamos lutar, vamos destravar os investimentos, saneamento, cabotagem, gás natural, petróleo, nós vamos avançar”, acrescentou Guedes.