Guedes alega que disputa pela presidência da Câmara paralisou reforma tributária

Ministro da Economia afirmou que parlamentares governistas querem aprovação do projeto para autonomia do Banco Central e da reforma administrativa

Durante o 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (Enic), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o “impasse político” causado pela disputa da presidência da Câmara causou a paralisação das discussões sobre a reforma tributária no Congresso.

Guedes afirmou que parlamentares governistas querem a aprovação do projeto para instituir autonomia Banco Central e da reforma administrativa. No entanto, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), preferem a reforma tributária.

“Com esse impasse político, esse desentendimento político envolvendo a disputa da presidência da Câmara, a conversa está parcialmente interrompida. O eixo governista quer a aprovação do Banco Central independente e da reforma administrativa, que já está lá, e o relator e o presidente da Câmara preferem começar a tributária agora”, disse Guedes.

O ministro defendeu que a a discussão, inclusive com o envio de projetos de outras etapas da reforma tributária, pode ser retomada de forma rápida.

Presidência da Câmara

O deputado Rodrigo Maia, que preside a Câmara desde julho de 2016, vem afirmando que não é candidato à reeleição. Parlamentares do Centrão defendem o nome do deputado Arthur Lira (PP-AL) com sucessor.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta sexta-feira, 4, uma ação que questiona a possibilidade de reeleição para a presidência da Câmara e do Senado.

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