Grupos conservadores manifestam contra aumento de salários na Câmara de Goiânia

Projeto de autoria do vereador Milton Mercês (Patriota) que reajusta vencimentos do prefeito, secretários e vereadores não deve ser apreciado nesta terça-feira, 15

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

Grupos conservadores realizam protesto na manhã desta terça-feira, 15, na Câmara Municipal de Goiânia contra projeto de lei que tramita na Casa e aumenta os salários do prefeito, secretários e vereadores.

O projeto foi aprovado na última quarta-feira, 9, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para ser apreciada no plenário, a proposta precisa ser pautada pelo presidente Romário Policarpo (Patriota) e aprovada a inversão e inclusão na pauta, o que ainda não foi feito.

Grupos como a Frente Conservadora de Goiânia, representada pela vereadora eleita Gabriela Rodart, e o Movimento Unidos pelo Brasil (MUB) ocupam as galerias da Casa em manifesto contra a aprovação da matéria.

“Estou aqui pra fortalecer o movimento porque eu defendo essa mesma bandeira e não é momento para aumento de salário. Como eu sempre falo, o que você não pode fazer às claras, à luz do dia não é o correto”, delarou Gabriela em entrevista ao Jornal Opção.

Integrante do MUB, Oêmia, de 67 anos, também protestou. “Estou aqui pela indignação por esse aumento abusivo e imoral que querem votar em plena pandemia. A gente quer é redução dos salários deles”.

O projeto

O projeto prevê que o salário do prefeito deve ser fixado em igual valor a dos deputados estaduais, do vice-prefeito equiparado a dos vereadores, que seria em 75% do valor recebido pelos deputados.

Caso seja aprovada, o salário do prefeito sairá dos atuais R$ 27 mil para R$ 33,7 mil, aumento de 39,4%. Enquanto os vereadores receberão R$ 18,9 mil (hoje é R$ 15,6 mil), reajuste de 21,4%. O reajuste, no entanto, só valerá a partir de 2022 caso não exista mais impedimentos da Lei Federal.

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