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O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para tentar reorganizar dívidas que somam cerca de R$ 1,1 bilhão.

A empresa informou que a medida foi tomada diante da piora do cenário econômico para o setor de móveis e decoração. Juros altos, crédito mais difícil e o aumento do endividamento das famílias reduziram as vendas e pressionaram o caixa da companhia.

Segundo o grupo, já havia negociações em andamento com credores para reestruturar as dívidas da Tok&Stok, mas a situação financeira continuou se agravando.

No pedido apresentado à Justiça, a empresa afirma que precisa de medidas urgentes para manter as operações funcionando. Um dos principais pontos envolve a liberação de aproximadamente R$ 77 milhões em valores de vendas no cartão de crédito que, de acordo com o grupo, estão retidos pela SRM Bank.

A companhia afirma que a retenção desses recursos comprometeu o capital de giro e passou a ameaçar pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários.

O grupo também pediu a suspensão das cobranças judiciais e execuções de dívidas por 180 dias, período em que pretende negociar um acordo com os credores. Além disso, quer garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como logística, transporte, energia elétrica, abastecimento de água e sistemas digitais.

Na ação, o Grupo Toky afirma que os problemas financeiros começaram ainda na pandemia da Covid-19, quando mais de 17 lojas foram fechadas. A empresa também cita inflação persistente, juros elevados e queda no consumo de bens duráveis como fatores que aprofundaram a crise no setor moveleiro.

Criado em 2024 a partir da fusão entre Mobly e Tok&Stok, o Grupo Toky reúne operações físicas e digitais e também controla a Guldi, voltada ao segmento de colchões e produtos de conforto.

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