Grupo feminista Pussy Riot assume invasão na final da Copa da Rússia. Entenda

Invasão ocorreu no início do segundo tempo da partida, quando o jogo ainda estava em 2 a 1 para a França

Divulgação

O grupo punk feminista Pussy Riot, assumiu a responsabilidade pela invasão de campo que paralisou a final da Copa do Mundo entre França e Croácia neste domingo (15). A banda de punk russa é conhecida por protestos de oposição ao governo de Vladimir Putin.

A invasão ocorreu no início do segundo tempo da partida, quando o jogo ainda estava em 2 a 1 para a França. Quatro pessoas usando camisetas brancas e calças pretas invadiram o gramado a partir da área atrás do gol francês.

Os invasores conseguiram correr cerca de 50 metros e se dispersaram em diferentes direções antes de serem derrubadas por seguranças e conduzidas para fora do gramado. Em textos no Facebook, o grupo explicou o protesto e a razão por trás dos trajes policiais.

Segundo afirmam, a indumentária foi escolhida como crítica à postura da polícia russa. Durante a copa, conforme nota do Pussy Riot, os policiais “assistiram gentilmente” às multidões nas ruas do país, embora, durante a rotina russa, “persigam  prisioneiros políticos” e mostrem “desprezo pelas regras”.

“Hoje faz 11 anos desde a morte do grande poeta russo, Dmitriy Prigov. Prigov criou uma imagem de um policial, um portador da nacionalidade celestial, na cultura russa. O policial celeste, de acordo com Prigov, fala sobre os dois caminhos com o próprio Deus. O policial terrestre se prepara para dispersar comícios. O policial celestial toca gentilmente uma flor em um campo e desfruta de vitórias de times de futebol russos, enquanto o policial terrestre se sente indiferente à greve de fome de Oleg Sentsov. O policial celestial surge como um exemplo da nacionalidade, o policial terrestre fere a todos”, diz outro texto.

Oleg Sentsov é um cineasta ucraniano condenado a 20 anos de prisão na Rússia por acusações de terrorismo. Já Dmitri Prigov é um artista russo e dissidente da União Soviética que morreu há 11 anos. Prigov frequentemente usava a imagem de um policial em sua poesia.

“A Copa do Mundo da FIFA nos lembrou das possibilidades do policial celeste na Grande Rússia do futuro, mas o policial terrestre, entrando no jogo sem regras, divide nosso mundo”, explica o grupo, no comunicado.

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