Administradores tentavam recuperação judicial desde 2016; dívidas estão estimadas em mais de R$ 40 milhões

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Três anos após deferimento de pedido de recuperação judicial com acordos não cumpridos, o Grupo do Hospital Santa Genoveva teve o pedido de falência aceito pelo juiz Átila Navez Amaral, da 21ª Vara Cível de Goiânia. A solicitação da empresa veio após o entendimento de que não seria possível superar a crise financeira, com dívida estimada em mais de R$ 40 milhões.

No requerimento, o administrador judicial do Grupo, o advogado Dyogo Crosara, expôs que buscou formas fáticas e legais possíveis para que a devedoras cumprissem os acordos do processo de recuperação judicial. Entretanto, segundo o advogado, não foi possível, já que não teria havido manutenção das atividades do hospital, desencadeando série de fatos que desestimularam a preservação da empresa.

Na sentença o juiz considera dados que apontam a manutenção de dívidas com credores, a maior parte vinculada a débitos trabalhistas. Só de dívidas previdenciárias e de FGTS, a Clínica deve mais de R$ 39 milhões.

Após a explanação, a sentença: “Dessa forma, não há alternativa para as recuperandas, senão, decretar-lhes a convolação da recuperação judicial em falência, diante do cenário caótico de colapso financeiro, ausência do exercício de suas atividades, não demonstração de condições de se recuperarem e retomarem suas atividades empresariais”.

Com a declaração de falência, fica previsto no documento itens que incluem: consideração de falência no prazo de 90 (noventa) dias anteriores à data de protocolo da inicial da presente ação, além de suspensão de todas as ações ou execuções contra as falidas (todas as empresas do grupo), com ressalvas não detalhadas.