MS orienta grávidas a tomarem segunda dose da AstraZeneca 45 dias após parto

Orientação foi dada após morte de duas gestantes; a relação entre os efeitos adversos e a vacina ainda é investigado; grávidas que tomarem Coronavac e Pfizer devem receber 2ª dose em 4 e 12 semanas, respectivamente

Grávidas que tomaram 1ª dose da AstraZeneca só devem receber a 2ª 45 dias após parto, diz MS. | Foto: Governo Federal


Nota técnica divulgada pelo Ministério da Saúde na úlitma quarta-feira, 19, explica que grávidas que já tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 devem esperar até o fim da gestação e do puerpério para finalizar a imunização – sendo o prazo de 45 dias após o parto. A decisão foi tomada como forma de precaução, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientar a suspensão da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford nesse grupo.

Apesar de o prazo regular entre ambas as doses da AstraZeneca ser de três meses, com a mudança, algumas gestantes podem ter que aguardar um prazo maior para receber a vacina de reforço à primeira dose.

A partir da interrupção da aplicação de doses da AstraZeneca em mulheres grávidas, aquelas que ainda não receberam a vacina da Universidade de Oxford passaram a receber os imunizantes da Pfizer e do Instituto Butantan, a Coronavac. O intervalo entre as duas etapas da vacinação contra a Covid-19, referente a esses dois imunizantes, continua o mesmo – que é de 12 e de 4 semanas, respectivamente.

Suspensão da AstraZeneca em gestantes

O pedido que orienta suspender a aplicação da vacina contra o coronavírus que foi produzida pela Universidade de Oxford ocorreu após dois casos de morte de gestantes terem sido relatados, sendo um na Bahia, outro no Rio de Janeiro, após ambas tomarem a vacina.

Até o momento, apenas o caso da do Rio de Janeiro foi investigado pelo Ministério da Saúde. Segundo apurações, a gestante obteve caso de síndrome de trombose com trombocitopenia (baixa quantidade de plaquetas no sangue). Além de ser um caso raro, a relação dos casos com a vacina ainda é avaliada.

O Ministério da Saúde chegou a informar que até o dia 10 de maio, mais de 15 mil grávidas receberam a AstraZeneca no Brasil. Entretanto, não foram registrados outros casos adversos graves. A pasta ainda orientou, entretanto, que no caso de qualquer sintoma – como falta de ar, inchaço nas pernas, dor no peito, dor abdominal persistente, manchas avermelhadas na pele, dificuldade na fala ou sonolência – é necessário procurar atendimento médico imediato. Entretanto, a partir de dados de outros países, a incidência de eventos adversos ocorre em um caso a cada 100 mil doses aplicadas.

A pasta, no entanto, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19 ao grupo de gestantes e puérperas, uma vez que o risco de morte ao ser infectado pelo novo coronavírus se faz 20 vezes superior ao risco de ocorrência de tromboses. “O perfil de benefício/risco desta vacina [AstraZeneca] ainda é altamente favorável e deverá continuar a ser utilizada por outros grupos”, acrescentou o Ministério.

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