Os brasileiros com dívidas bancárias ganharam mais um mês para regularizar a situação financeira. O governo federal prorrogou até 31 de agosto o prazo do Desenrola Brasil 2.0, programa que permite renegociar débitos com condições facilitadas e recuperar o acesso ao crédito. A decisão foi oficializada em portaria do Ministério da Fazenda publicada no Diário Oficial da União deste sábado (1º).

A prorrogação vale para as instituições financeiras que já realizaram, pelo menos, mil operações garantidas pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO) até 30 de julho. Segundo o governo, a medida busca ampliar o alcance do programa e permitir que mais pessoas consigam reorganizar a vida financeira.

Desde o lançamento da nova etapa do Desenrola, em maio, o programa já movimentou mais de R$ 22 bilhões em renegociações, distribuídas em cerca de 3,6 milhões de contratos fechados até o fim de junho. Com os acordos, o estoque das dívidas caiu para aproximadamente R$ 4 bilhões.

Ao todo, mais de 9 milhões de famílias já foram beneficiadas pela iniciativa. Com a extensão do prazo, a expectativa do Ministério da Fazenda é alcançar 10 milhões de lares atendidos.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ampliação permitirá que mais brasileiros tenham acesso ao programa, inclusive aqueles que pretendem contratar crédito para a compra de veículos. O ministro também afirmou que a prorrogação não exigirá novos aportes da União, já que os recursos disponíveis no Fundo de Garantia de Operações são suficientes para atender à demanda prevista.

Outro dado apresentado pelo governo mostra que mais de 1,6 milhão de pessoas que aderiram ao programa estão pagando as parcelas em dia, indicando uma alta taxa de adimplência entre os participantes.

Quem pode participar

O Desenrola Brasil 2.0 é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e permite renegociar dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.

Entre os débitos que podem ser incluídos no programa estão:

  • cartão de crédito;
  • cheque especial;
  • crédito pessoal (CDC);
  • outras modalidades de empréstimos bancários elegíveis.

Condições de renegociação

Para facilitar a quitação, o programa estabelece juros de até 1,99% ao mês para operações de até R$ 1 mil, além da possibilidade de descontos sobre o valor da dívida, conforme a negociação realizada com a instituição financeira.

Os interessados também terão acesso a uma calculadora que permitirá simular as condições de renegociação e estimar o valor dos descontos antes da contratação.

Com a prorrogação, o governo espera ampliar o número de brasileiros que conseguem sair da inadimplência, recuperar o acesso ao crédito e reorganizar o orçamento familiar antes do encerramento definitivo do programa.

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