Governo promove reunião para avaliar cenário do sistema penitenciário goiano

Determinação do governador Marconi Perillo, encontro serviu para reforçar as providências empreendidas no setor, após rebelião desta semana

Divulgação

O vice-governador Zé Eliton (PSDB) realizou nesta manhã de sábado (6/1), por determinação do governador Marconi Perillo, reunião de avaliação do cenário atual do sistema penitenciário goiano e a continuidade dos encaminhamentos das providências empreendidas no setor. De acordo com o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa, a situação no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, neste momento, está sob controle. “O preço da paz é a eterna vigilância”, cita.

Na ocasião, o vice-governador Zé Eliton disse estar atento a todas as ações dentro dos presídios, particularmente do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele destacou que o monitoramento que está sendo feito pelo serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública permite antever situações de crise para intervenção imediata das forças especiais. “O governo reforçou a segurança para evitar ou controlar situações de amotinamentos”, disse.

A reunião, realizada na Vice-Governadoria, 4º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, reuniu secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o presidente da Agência Goiana de Obras Públicas e Transporte (Agetop), Jayme Rincón, o gerente de Inteligência da SSP, Kleber Leandro Toledo Rodrigues, integrantes da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária e técnicos da Secretaria da Fazenda (Sefaz). O estágio das obras dos cinco novos presídios em construção no Estado também foi apresentado no encontro.

Durante o encontro, o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa, assegurou que as forças de segurança estão hoje preparadas para qualquer intervenção imediata no Complexo de Aparecida e em outros presídios goianos. As equipes estão preparadas para efetivar retomadas, se for o caso.

Durante a reunião, o secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, apresentou preliminarmente dados relativos ao declínio dos indicadores de criminalidade no Estado de Goiás. “São quedas expressivas como, por exemplo, latrocínios que caíram 40%”, disse, lembrando que o Estado é o único do Brasil onde “os índices de violência estão todos em queda”.

Edson Costa explicou, ainda, que rebeliões, amotinamentos e tentativas de fuga são inerentes às prisões brasileiras, que têm muitas carências. “O sistema todo pode passar por isso, não só Goiás. Mas aqui, a crise teve um pico e agora está sendo contornada”, disse. O diretor de Administração Penitenciária ressalta que Goiás tem um serviço de monitoramento que é referência para o país, complexo e de alta precisão. “Temos condições de agir imediatamente ante qualquer ação dentro dos presídios”, assevera.

O recém-empossado diretor acrescentou que a Administração Penitenciária tem buscado ouvir as reivindicações da população carcerária, “mas, dentro da legítima ação do Estado, sem aceitar imposição”. Ele declara que os internos dos presídios goianos já estão cientes do novo modelo de sistema disciplinar e que podem ser transferidos de unidade, caso não sigam a disciplina. “A nova dinâmica da lei é a novidade e o referencial de controle”, afirma o diretor-geral.

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