Governo nega boatos de falta de comida e situação precária antes de rebelião

Detentos do presídio de Aparecida de Goiânia fizeram rebelião na última segunda-feira (1º) que deixou nove mortos e 14 feridos

Foto: Divulgação / CBMGO

A Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) da Secretaria de Segurança Pública de Administração Penitenciária (SSPAP) de Goiás encaminhou nota na manhã desta terça-feira (2/1) para negar boatos sobre as condições dos detentos no Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, palco de rebelião na última segunda-feira (1º/1).

Segundo informação do órgão, os detentos não sofrem com falta de comida e todas as refeições são servidas normalmente. A nota informa que o problema de falta de água, outra reclamação dos presos, foi pontual, apenas na segunda-feira, e que foi solucionado pela Saneago.

Além disso, a superintendência afirma que realiza campanhas para manter a saúde dos detentos em dia e que realizará novos trabalhos para detectar e eliminar possíveis problemas de coceiras.

Está marcada para esta terça-feira (2) uma coletiva de imprensa com o superintendente executivo de Administração Penitenciária, tenente-coronel Newton Castilho, para esclarecer as circunstâncias da rebelião.

Nove presos morreram e 14 ficaram feridos depois que detentos que estavam na ala C, invadiram as alas A, B e D. Durante o confronto, os internos chegaram a incendiar a unidade prisional. Foi preciso a ação do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio. Por volta das 16 horas, o presídio foi retomado pelo Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

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