De acordo com Paulo Guedes, não haveria cobrança sobre saques ou depósitos, mas sobre todos os pagamentos feitos online

Foto: Tânia Rêgo Agência Brasil

Com mais de um ano de atraso e sob fortes pressões de empresários e do Congresso Nacional, a equipe de Economia de Guedes conseguiu finalizar a proposta de reforma tributária. A promessa é que ela chegue à Casa Civil até o fim desta semana.

Na proposta do Ministério da Economia, um novo imposto tem causado polêmica por ser considerado um novo tipo de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A equipe pretende taxar pagamentos eletrônicos.

No pensamento de Guedes, a tributação tem objetivo de criar uma receita que desonere a folha de pagamento para todos os setores da economia. De acordo com o ministro não haveria cobrança sobre saques ou depósitos bancários, mas sobre todos os pagamentos feitos digitalmente.

A proposta deve seguir para o Congresso ainda neste mês de julho. A expectativa é que seja aprovada, já que a economia brasileira enfrenta a pior recessão da história em 2020, em decorrência da pandemia.

Na última terça-feira, Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, chegou a reunir com empresários para discutir a proposta do governo, que ele ainda considera “pela metade”. Além disso, uma proposta de emenda constitucional vem sendo discutida no Congresso desde fevereiro para alterar o regime de impostos.