Governo Federal atrasa socorro financeiro na espera que governadores recuem no isolamento social

Projeto aguarda por sanção há 12 dias, enquanto Estados e Municípios vivem de expectativa pela reposição das perdas na arrecadação durante pandemia

Já se vão mais de dois meses que a Organização Mundial da Saúde decretou pandemia. E já completaram 12 dias que o projeto que repassa recursos emergenciais aos Estados e municípios foi aprovado pelo Senado e seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro. E com ele permanece.

Desde o início da pandemia governadores e prefeitos viram suas arrecadações despencaram. Agora eles vivem de expectativa pelo repasse de verbas que devem ser destinadas ao pagamento de salários de servidores e para manter em funcionamento estruturas públicas.

Não se esperava que o socorro financeiro demorasse tanto para ser sancionado pelo presidente. Afinal, o texto aprovado pelos senadores foi em comum acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O projeto aprovado prevê  R$ 130 bilhões de ajuda, em contrapartida, haverá o congelamento de salários de servidores por 18 meses.

Tudo parecia certo. Aprovado por deputados e senadores, fruto do diálogo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o ministro Guedes. Mas o projeto que foi enviado ao presidente no dia 6 de maio, ainda aguarda para ser sancionado. 

O mês de maio já passou de sua metade. Prefeitos e governadores já fazem os cálculos para tentar fechar as folhas de pagamento. Poucos vão conseguir sem que a ajuda do governo chegue.

Essa agonia dos gestores que aguardam esses recursos, podem virar moeda de troca. Isso porque Bolsonaro pretende se reunir com governadores ainda esta semana, antes de liberar os recursos. Acredita-se que ele vá vincular o socorro a reabertura gradual da economia.

Transformar o socorro financeiro em moeda de troca para o fim do isolamento social é apenas mais um detalhe de como o presidente transforma o enfrentamento a Covid19, em embate federativo. Ignorando por completo a ciência. Bolsonaro segue 

o que diz sua equipe econômica sobre falências falências de empresas e quebradeira das contas públicas. Ao mesmo tempo que fecha os olhos para que especialistas apontam sobre isolamento social salvar vidas ao conter disseminação do coronavírus.

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