Governo e Sintego não chegam a consenso após reunião sobre PEC da Educação

“Vamos continuar o diálogo para tentar encontrar uma alternativa”, prometeu o deputado Karlos Cabral (PDT)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) se reuniu com o governador Ronaldo Caiado (DEM) nesta segunda, 9, para tratar da PEC da Educação, que, na verdade, é uma emenda aditiva colocada na proposta de emenda à constituição de Vinicíus Cirqueira (Pros), que trata de outro assunto. Na ocasião, o governo informou aos presentes que não poderia ceder a nenhuma das demandas dos professores, pois isso extrapolaria os limites de gasto com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), já alertado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Estavam presentes, além do gestor e da presidente do Sintego, Bia de Lima, secretários e cinco deputados estaduais: o líder do governo Bruno Peixoto (MDB) e o vice-líder Zé Carapô (DC), Virmondes Cruvinel (Cidadania), Coronel Adaílton (PP) e Karlos Cabral (PDT). As demandas da categoria eram: progressão, data-base, piso salarial, concurso para a Universidade Estadual de Goiás (UEG) e mestrado e doutorado na instituição para os concursados do segmento.

Sem condições

Karlos Cabral confirmou ao Jornal Opção que realmente o governo não acatou a medida, pois não há condições financeiras. “Vamos continuar o diálogo para tentar encontrar uma alternativa”, prometeu o deputado.

A matéria deve ir ao plenário nesta terça-feira, 10, e, por se tratar de emenda, precisa de 25 votos para ser aprovada. “O governo tem base para votar a matéria”, garantiu o pedetista.

Matéria

A emenda prevê a junção dos 2% de verbas da UEG aos 25% da Educação básica. Apesar disso, os líderes do governo já afirmaram que não haverá prejuízos nos repasses, mas ganhos.

Isso, porque, segundo eles, haverá a retirada de 4% dos inativos, que serão remanejados para a Goiás Previdência. Com isso, o saldo final será de 2% positivo.

Lamentação

A presidente do Sintego, Bia de Lima, lamentou a audiência com o governador. “Nos chamou para pedir que eu compreendesse a realidade do Estado. O governo quer que eu concorde, mas eu não vou concordar”, afirmou.

Ainda segundo ela, foi pedido para que não fossem realizadas greves. “Mas estamos nos preparando para isso”, adiantou.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.