Governo e sindicatos não entram em acordo sobre pagamento do salário atrasado

Secretários de Caiado propuseram pagar a remuneração referente a dezembro de forma escalonada ao longo de seis meses

Ao final da apresentação de propostas, Ernesto Roller conversou com presidentes dos sindicatos em busca de acordo | Foto: Nathan Sampaio

Terminou sem acordo a reunião entre o Fórum em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás e os secretários Cristiane Schmidt (Fazenda) e Ernesto Roller (Secretário de Governo), realizada na noite desta quinta-feira, 17. A dívida com os servidores atualmente representa o valor de R$ 763.239.409,00.

No encontro, o Governo de Goiás apresentou uma proposta para pagar os salários atrasados de dezembro de forma escalonada ao longo de seis meses. O escalonamento seguiria a seguinte ordem salarial:

Até R$ 3.500 líquido recebem em março;
De R$ 3.500 até R$ 4.800 em abril;
De R$ 4.800 até R$ 6.100 em maio;
De R$ 6.100 até R$ 8.800 em junho;
De R$ 8.800 até R$ 17.400 em julho;
Acima de R$ 17.400 em agosto.

Em nome do fórum, o vereador delegado Eduardo Prado fez uma contraproposta, que segundo ele, consiste em encaminhar um projeto de lei à Assembleia para que haja uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que possibilite o pagamento de 50% dos salários do mês de dezembro agora em janeiro e o restante até o dia 10 de fevereiro.

O Governo de Goiás não aceitou a contraproposta dos sindicatos, alegando que não há como fazer esse pagamento até fevereiro. “Não é porque não queremos, é porque não tem dinheiro”, disse Ernesto Roller. Incisivo, o secretário de governo de Ronaldo Caiado (DEM), que confirmou presença na reunião, mas não compareceu, disse que buscará junto aos sindicatos, um acordo para o pagamento da folha de dezembro.

Uma nova reunião foi marcada para esta sexta-feira, às 14h, na Sefaz.

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Madalena Gomes dos Santos Leite de Brito

Não acredito que o Estado não tem dinheiro para pagar os professores. Não trabalhamos para a pessoa física de José Eliton, trabalhamos para o Estado de Goiás. Acredito, sim, na total falta de respeito para com a classe trabalhadora.