Governo de Goiás cria Delegacia da Mulher em Iporá

Assim que a unidade começar a operar, Goiás passará a ter 25 Deams. Meta da gestão é reduzir número de feminicídios em todo o Estado

Delegada titular da Deam da região Central de Goiânia, Paula Meotti | Foto: Ascom

A cidade de Iporá é a primeira que teve a criação de uma delegacia da mulher aprovada pela Assembleia Legislativa na gestão Caiado.

Assim que a unidade for estruturada, Goiás passará a ter 25 Deams, sendo que duas delas estão na capital do Estado – uma localizada no Centro e a outra no Jardim Curitiba 2. Mais do que acostumada a lidar com o tema, a delegada titular da Deam da região Central de Goiânia, Paula Meotti, fala sobre a instalação da especializada no interior.

“A criação de Deams é extremamente importante, principalmente em momentos como esse que vivemos em razão da pandemia, já que as mulheres estão mais reclusas nas residências e, muitas vezes, convivendo mais tempo com o agressor”, analisa.

Meotti também destaca que o acolhimento da vítima nas Delegacias da Mulher ainda contribui para que os registros de ocorrência sejam mantidos, bem como a representação criminal e as medidas protetivas. Mesma opinião tem a delegada Poliana Bergamo, titular da Deam de Goianésia, instalada há apenas seis anos no município.

“As Deams no interior são de suma importância, porque conseguimos promover um atendimento mais humanizado, há o estímulo para que as vítimas denunciem, fruto de campanhas de conscientização”, ressalta.

Pela própria experiência, Poliana diz que é imprescindível associar campanhas educativas ao trabalho rotineiro policial, já que o problema da violência contra a mulher tem raízes culturais muito profundas, que se sustentam por meio do machismo e do patriarcalismo.

Atendimento durante a pandemia
A titular da Deam da região Central de Goiânia lembra que as unidades estão abertas 24 horas por dia, mesmo nesse período de pandemia. Paula Meotti ressalta que também estão disponíveis os atendimentos psicológicos especializados e que foram reforçadas as campanhas de conscientização nas plataformas digitais.

Em relação aos flagrantes registrados, o número caiu de 68 para 59, quando comparados os meses de maio de 2019 e deste ano. A redução de medidas protetivas foi de 247 para 217 e a dos registros de ocorrência de 452 para 336, durante o mesmo período analisado. “Ainda é prematuro tentar explicar essa queda, esse fenômeno, até porque nunca vivemos uma situação como a desta atual pandemia”, pontua Meotti.

Independente de uma resposta que lance luzes para esse cenário, tanto ela quanto a delegada Poliana, de Goianésia, incentivam as mulheres a denunciarem os casos de agressão. “O ambiente de uma delegacia especializada é diferenciado e é feito para amparar essa vítima de maneira mais qualificada”, frisa Paula Meotti. “Quando uma Deam é criada, um processo de conscientização é também iniciado sobre a existência da Lei Maria da Penha, sobre como requerer uma medida protetiva. Tudo isso tem um impacto muito positivo na sociedade”, arremata a colega Poliana.


Quando um crime pode ser considerado feminicídio?
Segundo a lei, em duas situações:

  • Quando envolve violência doméstica e familiar;
  • Quando há menosprezo ou discriminação à condição da mulher.

Reconheça as fases do ciclo da violência doméstica

Primeira: acumulação de tensão, marcada por agressões verbais mútuas, provocações e discussões.

Segunda: costuma ser mais curta, porém intensa e muito violenta. Nesta etapa, explodem as agressões mais graves.

Terceira: período de reconciliação, também conhecida como “lua de mel”. O agressor pede perdão e promete que irá mudar.
(Fonte: Delegacia Especializada da Mulher de Goianésia)

Onde estão as Deams em Goiás

  • Goiânia – Centro – Paula Meotti – (62) 3201-2807
  • Goiânia – Jardim Curitiba 2 – Cássia Sertão – (62) 3201-6344
  • Aparecida de Goiânia – Ana Paula Machado – (62) 3201-2642 / 2644
  • Senador Canedo – Matheus Noleto – (62)3201-2426 / 2427
  • Anápolis – Marisleide Santos – (62) 3328-2720 / 2731 / 2745 / 2747
  • Luziânia – Dilamar de Castro – (61) 3622-3627 / 3621-4490
  • Novo Gama – Pedro Yuri – (61) 3614-1149 / 3468
  • Valparaíso de Goiás – Marianna Campos – (61) 3629-8246 / 3669-1891
  • Caldas Novas – Rodrigo Pereira – (64) 3454-6640 / 6634 / 6603
  • Itumbiara – Yvve de Melo – (64) 3404-7711 / 3431-6758
  • Santa Helena – Thiago Costa – (64) 3641-1543
  • Rio Verde – Jaqueline Camargo – (64) 3620-0950
  • Catalão – Alessandra de Castro – (64) 3441-1622 / 1623
  • Planaltina de Goiás – José Antônio Sena – (61) 3637-8091
  • Formosa – Fernanda Martins – (61) 3631-7793 / 6935
  • Porangatu – André Luis Barbosa – (62) 3362-5903
  • Mineiros – Júlio César Vargas – (64) 3661-5729
  • Jataí – Marcos Rogério Guerini – (64) 3632-0711
  • Goianésia -Poliana Bergamo – (62) 3353-4821
  • Trindade – Renata Vieira – (62) 3505-7539
  • Águas Lindas de Goiás – Ana Cristina Hasevaga – (61) 3613 – 0701
  • Santo Antônio do Descoberto – Pablo Santos – (61) 3626-0421 / 0289
  • Uruaçu – Fernando Alves – (62) 3357-1020
  • Niquelândia – Gerson de Souza – (62) 3354-1008
  • Iporá – lei sancionada pelo governador Ronaldo Caiado, em 9 de junho de 2020, cria a Deam no município.
  • Denúncias também podem ser feitas pelo 197

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