“Governo Bolsonaro quer pôr fim à educação pública em nosso país”, afirma CNTE

Para entidade, governo federal asfixia financeiramente as escolas e universidades e, muito em breve, começará a cobrar dos estudantes

educação protestos

Foto: Reprodução | Facebook

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entidade representativa dos trabalhadores da educação básica do setor público brasileiro, divulgou uma nota repudiando o Ministério da Educação do Governo Bolsonaro. Para a entidade, o “Compromisso Nacional pela Educação Básica”, divulgado na última semana, é uma carta de intenções que deixa claro os objetivos privatistas para a educação básica brasileira.

Já o programa Future-se do MEC, anunciado aos reitores das universidades federais em reunião realizada no próprio Ministério, é apontado pela CNTE como o projeto do governo Bolsonaro para privatizar a educação pública superior. “Depois dos cortes e contingenciamentos de recursos para as universidades federais, o MEC anuncia um programa que diz pretender ampliar a autonomia financeira de nossas universidades. Beira ao cinismo tamanho descalabro se não fosse esse, agora, uma virtude governamental dos que ora ocupam o Governo Federal”, diz trecho da nota.

A nota diz ainda que, “o programa, assim como aquele voltado para a educação básica, também é muito vago no que pretende encampar como política pública para o setor, mas igual ao outro traz em si uma lógica que o permeia do começo ao fim nos seus propósitos: a desresponsabilização do Estado com a oferta do serviço público de educação, fomentando ainda mais o subfinanciamento do setor e delegando essa função social às mãos privadas, ávidas por lucro”.

“É importante deixar claro para todos: o governo Bolsonaro quer pôr fim à educação pública em nosso país, favorecendo grandes grupos nacionais e internacionais que têm interesse no “negócio” educação. E isso deve ser denunciado sem meias palavras! Eles pretendem abrir e escancarar o acesso aos recursos públicos hoje destinados à educação de nosso povo para que, a partir de agora, eles sejam direcionados para empresas e bancos interessados”, continua a nota.

Fim da Gratuidade

De acordo com a confederação, o governo federal asfixia financeiramente as escolas e universidades, criando uma situação de penúria e caos, para vender a solução de que só os recursos privados podem melhorar a educação. “Esse será o percurso para, muito em breve, começarem a cobrar dos estudantes. Não tenhamos dúvida de que isso vai acontecer, apesar das negativas de hoje desse governo vendilhão da pátria. Isso deve ser denunciado sem nenhum pudor!”.

“É nossa tarefa, mais uma vez, ocuparmos as ruas desse país até a derrota desse projeto privatista! Não aceitaremos passivos a destruição de um projeto recente que ampliou o acesso à educação, majorou os recursos nela aportados, deu condições para as pesquisas acadêmicas e científicas, criou e espalhou por todo nosso território a experiência mais que positiva dos Institutos Federais, prometeu

recursos do Pré-Sal para a educação. Não! Isso não pode acabar por caprichos de um governo que só se interessa pelo lucro de seus financiadores!”, destaca a nota. “Sairemos às ruas no próximo dia 13 de agosto para barrar mais esse afronte e ataque ao povo brasileiro!”, defende a direção executiva da CNTE.

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