Após a aprovação do texto-base da reforma tributária na Câmara dos Deputados no final da noite desta quinta-feira, 6, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o governo espera a votação de outros três projetos prioritários ainda nesta sexta-feira: alterações no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), reintrodução do Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) e arcabouço fiscal.

Padilha se reuniu nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio da Alvorada. Ao sair da residência oficial da Presidência, o ministro conversou com a imprensa e destacou que a tramitação da reforma foi bem-sucedida, com uma votação expressiva, graças a uma “estratégica correta do governo de respeitar o trabalho que já vinha sendo feito pela Câmara” e de apoiar as negociações dos temas.

Conforme relatado pelo ministro, Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira, mantiveram uma conversa por telefone.

“O presidente Lula fez questão de ligar pela manhã cedo, fazer um agradecimento institucional ao presidente da Câmara, do momento histórico que a Câmara dos Deputados viveu nessa virada [da noite de votação]. O presidente Lula fez questão de, inclusive, elogiar o discurso feito pelo presidente Arthur Lira, que mostra que foi um momento de grandeza da Câmara dos Deputados”, revelou.

Para Padilha, a atuação do relator do texto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), ao incluir os itens que estão sendo debatidos no Senado, irá agilizar o processo de tramitação do texto entre os senadores no segundo semestre.

Nesta sexta, Lira comunicou ao presidente Lula que os três temas prioritários do governo – Carf, PAA e arcabouço – serão discutidos, e que a velocidade das votações será negociada com os líderes partidários.

“Nossa expectativa é de que os três pontos que estejam na pauta possam ser votados, porque eles têm um papel muito importante [para consolidar a recuperação econômica do país]. Tem acordo do governo federal em relação ao mérito dos três pontos, tem acordo em relação ao texto apresentado no relatório do Carf, já tem acordo em relação ao PAA. Em relação ao texto do marco fiscal, o governo orientou favorável ao ótimo trabalho que foi feito na Câmara, quando foi votado na Câmara meses atrás, orientou favorável o trabalho final do Senado. Vamos discutir com os líderes da importância da aprovação desses três itens no dia de hoje”, pontuou.

Alterações

Padilha comunicou que agendou uma reunião com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, a fim de discutir as indicações do partido e a troca do comando do Ministério do Turismo. No entanto, a definição da data para essa mudança dependerá de conversas com outras lideranças do partido e provavelmente ocorrerá apenas na próxima semana.

Na quinta, 6, o Palácio do Planalto confirmou a saída da ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), do cargo. Essa mudança já era especulada desde o mês passado. O novo ministro do Turismo será o deputado federal Celso Sabino (União Brasil-PA), indicado pelo partido, que vinha reivindicando a pasta devido a divergências internas com Daniela Carneiro, que chegou a anunciar sua saída da legenda.

Durante o processo de formação do governo, o União Brasil, partido com uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados (59 parlamentares), indicou a ministra do Turismo, Daniela Carneiro; o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, próximo ao senador Davi Alcolumbre (União-AP); e o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, que veio da base do partido na Câmara.

Padilha enfatizou que o governo continua aberto a discutir a entrada de outras forças políticas interessadas em compor a “frente ampla” de apoio ao governo.

“Tem vários parlamentares que tem trazido nomes que estão em análise dos ministérios, de composição nos cargos nos estados ou mesmo em cargos nacionais para contribuir no primeiro escalão do governo, para que a gente possa continuar a implementação desse programa [de governo] que está garantindo a recuperação econômica do país, o relacionamento com o mundo e a recriação de todos os programas sociais”, completou Padilha.

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