Governistas avaliam pedir anulação de delação de ex-executivo da Odebrecht

Grupo pretende usar argumento de que termos de depoimento foram revelados antes da homologação pelo STF

Presidente está preocupado que delação atrapalhe a votação das medidas de ajuste fiscal | Foto Lula Marques/Agência PT

Presidente está preocupado que delação atrapalhe a votação das medidas de ajuste fiscal | Foto Lula Marques/Agência PT

Governistas avaliam a possibilidade de pedir a anulação da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo informações do jornal O Globo, o grupo pretende usar como argumento o fato de que a delação foi vazada antes da homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), assim como aconteceu por exemplo com a delação do diretor da OAS, Léo Dias, que acabou não sendo homologada após uma série de vazamentos.

No último sábado (10/12), após a divulgação do conteúdo do depoimento do ex-executivo da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou o vazamento e anunciou que iria pedir uma investigação para apurar o caso.

Para integrantes do PMDB, a medida poderia dar ao governo um discurso político já que, não sendo homologada, não poderia ser considerada verdadeira. Ainda assim, as declarações de Cláudio Melo Filho poderiam ser usadas como ponto de partida para outras investigações.

Não há, entretanto, um consenso no Planalto. Há quem defenda que é momento de analisar “com frieza” todos os cenários. O presidente Michel Temer (PMDB) se preocupa, dizem interlocutores, com a possibilidade de a delação afetar a votação das medidas de ajuste fiscal.

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