“Rir é um ato de resistência”, o bordão foi dito pelo ator, diretor e humorista Paulo Gustavo em uma de suas últimas aparições na televisão. No último ano, a frase emblemática protagonizou um período de intensa acidez em nosso país polarizado pelo discurso político e de ódio, então rir acabou efetivamente acabou se tornando resistência.

O setor cultural foi o primeiro a fechar as cortinas e último a voltar ao palcos e agora, enxerga esperança ao final do túnel, ou melhor, no começo de uma nossa gestão pelos próximos quatro anos, vista com muita “esperança” pela cultura. “A expectativa é muito boa tanto nacionalmente quanto local. Esse orçamento de 10 milhões mostra uma retomada cultural”, comemora Carlos Willian, presidente do Conselho Estadual de Cultura.

Essa é a maior quantia já destinada para a pasta de Cultura. A gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), alcançou um orçamento de R$ 1,69 bilhão, de acordo com dados disponibilizados no Portal da Transparência. “Os mecanismo eles foram totalmente interrompidos. Tudo que existia de política pública e cultural foi interrompida nos últimos anos”, lamentou Carlos.

A partir de 2023, com duas linhas de fomento, o valor previsto pela próxima gestão aprovada pelo Congresso, já estão garantidos R$ 5,7 bilhões de uma emenda parlamentar para o ministério, desse total, cerca de R$ 3 bilhões serão destinados à Lei Aldir Blanc 2, e mais R$ 3,8 bilhões para a Lei Paulo Gustavo.

 Lei trata-se de uma homenagem ao letrista, compositor, cronista e médico brasileiro Aldir Blanc Mendes

Retomada cultural em Goiás

Com o montante de R$ 128 milhões, Goiás poderá retomar atividades com mais fôlego no próximo ano. Toda essa verba é distribuída aos municípios para apoio a produções audiovisuais; apoio a salas de cinemas; capacitação, formação e qualificação no audiovisual; apoio a cineclubes e a festivais e mostras; apoio às demais áreas da cultura que não contemplam o audiovisual.

Para estabelecer diretrizes foi aprovado o plano estadual de cultura. “A criação do plano estadual de cultura saiu do papel depois de 10 anos. Agora, ele começa a pensar em política cultural a longo prazo”, explica Willian.

Outro destaque é o fim da dívida do fundo estadual de cultural. Em 2023, a secretaria de cultura começa com o orçamento positivo para investir em ações.