“Goiás tem musculatura para vencer”, diz presidente da Adial Brasil sobre crise fiscal

Ronaldo Caiado se reuniu com representantes Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (ADIAL BRASIL), José Alves, e da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (Adial Goiás), Otávio Lage

Foto: divulgação

Apesar o risco iminente que indústrias podem perder em incentivos fiscais caso o Estado de Goiás entre para um Regime de Recuperação Fiscal (RRF), os presidentes da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (ADIAL BRASIL), José Alves, e da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (Adial Goiás), Otávio Lage, foram ao encontro do governador Ronaldo Caiado (DEM) e do senador e futuro secretário estadual de Indústria e Comércio, Wilder Morais para discutir formas de ampliar a parceria entre o Estado e o setor produtivo com o apoio das duas associações para atrair novos investimentos para Goiás.

Os representantes da Adial ressaltaram o momento de dificuldade do Estado, mas afirmaram que vêm no governo uma abertura de diálogo.  “Esse encontro foi para dar sugestões e trocar ideias para que o Estado supere essa fase momentânea. Estamos vendo muito empenho do governo em correr atrás de empresas e fazer com o que o Estado gere rapidamente empregos e aumente a arrecadação através da iniciativa privada, que é o correto”, destaca o presidente da Adial Goiás, Otávio Lage.

O presidente da Adial Brasil afirma que Goiás tem o sétimo parque industrial do país e musculatura para vencer. “O governador está imbuído de voz e motivação e nós estamos de mãos dadas e vamos somar esforços para que ele seja bem-sucedido já no início do governo”, pontua José Alves.

“Foi uma reunião muito produtiva. Eles (representantes da Adial) vieram para mostrar a disposição de ajudar Goiás neste momento de crise e aglutinar investimentos e empregos no Estado”, ressalta o governador Ronaldo Caiado.  Segundo ele, o objetivo agora é ter um fluxo mínimo de caixa para manter salários em dia e condições de atender as urgências e, para isso, é preciso criar situação de arrecadação para responder aquilo que é obrigação do Estado e a Adial pode ajudar a buscar mais indústrias e investimentos para o Estado.

“Goiás tem um parque industrial diferenciado. Tem condição, cultura e uma capacidade de produção de todas as commodities. Nossa região é interessante. Buscaremos de todas as maneiras incentivar e viabilizar a vida e oportunidade de emprego para todo povo goiano”, sublinhou.

O senador e futuro secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais disse que o Estado já trabalha para criar prospecção de novas empresas para Goiás. De acordo com ele, o Estado já conta com várias cartas protocoladas com intenção de instalação em Goiás.

“São 13 empresas que podem ter início o mais rápido possível, com investimentos que chegam a R$ 5 bilhões”, afirma Morais. Ele disse que é preciso aproveitar o momento de otimismo –  bolsa subindo, dólar em queda e redução de taxa de juros –  para atrair muitas empresas para o Estado. “Goiás está no centro do país e sempre foi um estado mais agressivo em incentivos fiscais e vai continuar, além disso, tem um parque industrial grande e que está entre os mais bem equipados. Essa crise é momentânea e vamos superar isso muito rápido”, finalizou.

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