População Carcerária conta com 21 mil custodiados em todo Estado. Foram testados apenas 206 deles, somente aqueles que tiveram contato com outros presos infectados pelo coronavírus

Penitenciária Coronel Odenir Guimarães | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 23, pela diretoria-geral de Administração Penitenciária (DGAP), foram apresentados os dados de contaminação pelo novo coronavírus em âmbito prisional no Estado e a DGAP elencou as ações do órgão para prevenir a contaminação pela doença.

De acordo com a DGAP, até o último domingo, 21, foram realizados 206 testes em custodiados que tiveram contato com outros presos contaminados. Segundo balanço, desde o início da disseminação da doença em Goiás, 62 presos já foram diagnosticados positivo para a Covid-19.


De acordo com balanço do último dia 21, 20 presos já foram curados, enquanto outros 42 estão isolados e são monitorados pela instituição, por profissionais de saúde, coordenadas pela Gerência de Assistência Biopsicossocial da DGAP.

Atualmente, o sistema carcerário no Estado conta com 21 mil presos. O Ministério Público entrou com ação civil pública para que a DGAP realize testagem em toda a população carcerária.

Já em agentes penitenciários, o Comitê afirmou que foram confirmados 74 diagnósticos positivos, dos quais 51 já se recuperaram e 30 estão afastados e sendo monitorados pela instituição. Outros sete estão com suspeita da infecção. Foram realizadas 1.579 testes em servidores penitenciários em todo Estado.


“A testagem dos nossos servidores e dos custodiados do Estado segue diretriz do plano de ação do Governo de Goiás e da Secretaria de Segurança Pública para combate à pandemia. A ação mostra o comprometimento do Estado no enfrentamento a esta pandemia”, destaca. “O Comitê da DGAP tem realizado um trabalho sério, de qualidade, comprometido com as diretrizes do Estado”, afirmou o diretor-geral da DGAP, coronel Agnaldo Augusto da Cruz.


Controle da pandemia

A instituição afirma que adotou ações de combate à pandemia, como produção em larga escala de máscaras de TNT para destruição e uso de servidores penitenciários. A produção é realizada em sete unidades prisionais, além do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, com mão de obra carcerária. As produções também são destinadas a instituições filantrópicas e parceiros da DGAP, que fornecem a matéria prima para a fabricação dos insumos.


Com recursos próprios e também doações de parceiros, a DGAP adquiriu álcool em gel, gel etílico, máscaras descartáveis, máscaras de acrílico, máscaras N95, óculos de proteção, termômetros, oxímetros, além de outros materiais de segurança dos servidores. Materiais para higiene dos presos também foram recebidas.

De acordo com a DGAP, também foram desenvolvidas as seguintes ações:


• A Higienização e sanitização periódica das 104 unidades prisionais da instituição e unidades administrativas;
• A suspensão das visitas, de atendimentos presenciais de advogados, de atividades de trabalho e assistenciais de trabalho e religiosas, conforme estabelecido em decretos estaduais desde março deste ano, e protocolos de saúde para combater a doença. Nestes casos, para o cumprimento da adequada assistência jurídica, foram instalados interfones em unidades prisionais para facilitar o contato entre advogado e cliente, em parceria com a OAB-GO;
• A aquisição, junto a parceiros, de Equipamentos de Proteção Individual para o contato dos servidores com os presos; de produtos destinados a higiene pessoal e desinfecção de ambientes prisionais;
• A aquisição de pulverizadores e insumos (desinfetante a base de quaternário de amônio) com os quais foi realizada a desinfecção de todas as Unidades Prisionais do Complexo Prisional e do Estado (carceragens áreas administrativas, e embalagens dos produtos levados por familiares aos presos) e demais departamentos que integram a DGAP;
• Distribuição às unidades do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia de medicações para extermínio de parasitas prejudiciais à saúde, no viés da higienização dos ambientes prisionais;
• A distribuição de máscaras aos custodiados que laboram nas unidades prisionais ou que tenham que deixar a Unidade por algum motivo;
• A promoção de palestras a respeito dos procedimentos de prevenção e combate ao coronavírus e treinamentos sobre a utilização dos EPIs aos servidores;
• A desinfecção de viaturas que conduzem presos com alguma suspeita de contaminação;
• Instalação de sistema de videoconferências, em parceria com o Poder Judiciário, para audiências judiciais de presos nas unidades prisionais do Estado. Trabalho realizado pela Gerência de Tecnologia da instituição; e
• Início dos trabalhos para realização de visitas por videoconferência aos presos do sistema penitenciário. Trabalho realizado pela Gerência de Tecnologia da instituição.