Goiás quer evitar a volta maciça do Aedes aegypti

Aumenta o número de casos no Estado provenientes de vírus do sorotipo 1 e governo faz parceria com prefeituras para intensificar o combate

Goiás quer evitar aumento de casos de dengue | Reprodução

As chuvas ainda nem começaram, mas o perigo da dengue ronda o Estado de Goiás. O governo do Estado vai redobrar os cuidados no combate do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em parceria com as prefeituras, para evitar o aumento dos casos das doenças causadas pelo vetor. Uma das ações é a manutenção dos equipamentos usados para pulverização de inseticidas em criadouros do mosquito.

Para ajudar no combate aos focos e criadouros do Aedes, o Estado oferece aos municípios a manutenção dos equipamentos costais motorizados, usados para pulverizar inseticidas em áreas com transmissão comprovada da doença. Segundo o coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da SES-GO, Marcello Rosa, “o trabalho de revisão prioriza as máquinas utilizadas nas regiões de maior transmissão da dengue, bem como as existentes em cidades mais populosas, como as da Região Metropolitana de Goiânia e Aparecida de Goiânia e as cidades do Entorno do Distrito Federal”.

Neste momento de pandemia, em que as mobilizações sociais estão temporariamente impedidas de serem realizadas, por questões de biossegurança, o controle químico com o uso de inseticidas e equipamentos de nebulização é uma das principais atividades no combate ao Aedes aegypti, contribuindo para evitar uma epidemia de dengue neste contexto de Covid-19.

O papel da população também é fundamental. É necessário que cada um assuma a responsabilidade de cuidar adequadamente de seus imóveis, descartando o lixo para o recolhimento pelo serviço municipal de limpeza urbana. É importante ainda manter cisternas, caixas d’água e fossas vedadas, calhas e grelhas limpas; colocar areia nos vasos e aparadores de plantas; higienizar com água e sabão os bebedouros de animais e recipientes de degelo das geladeiras; manter fechados ralos e vasos sanitários em desuso. Grande parte do problema da dengue pode ser resolvido com ações de higiene e de educação. Limpar a própria casa e não jogar lixo em local indevido.

Sorotipo 1
Até agosto deste ano, Goiás registrou uma redução de 43% no número de casos de dengue, em relação ao mesmo período de 2019. Entretanto, os dados epidemiológicos indicam uma maior presença do sorotipo 1 da doença, que antes era menor que 2% e hoje está em 30%. O tipo 2 era, até o ano passado, predominante em 99% das notificações e agora é predominante em 70%.

Marcello Rosa explica que essa mudança de sorotipo pode desencadear processos de surtos e epidemias onde ainda houver número elevado de pessoas suscetíveis e que nunca adoeceram pelo dengue 1. Ele lembra ainda que em Goiás esse sorotipo não circulava com expressividade havia cerca de cinco anos.

Indicador
Este ano, até 19 de setembro, a SES-GO notificou 79.821 casos de dengue em todo o território goiano. De acordo com o Boletim Semanal de Dengue, Goiânia (15.094), Aparecida de Goiânia (8.470) e Anápolis (6.729) concentram os maiores números de casos.

Os maiores coeficientes de incidência de dengue (número de casos por 100 mil habitantes), foram verificados nos municípios de Portelândia, Crixás e Águas Lindas de Goiás. Os dados correspondem ao período de 29 de dezembro de 2019 a 19 de setembro de 2020.

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