Goiás lidera ranking nacional de casos de dengue

Região Centro-Oeste em 2015 ficou na terceira posição no registro de casos, mas Estado supera São Paulo na quantidade de pessoas atingidas por grupo de 100 mil habitantes

Foto: Alina Souza/Palácio Piratin/Fotos Públicas

Apenas número de mortes por dengue teve redução em Goiás entre 2014 e 2015 | Foto: Alina Souza/Palácio Piratin/Fotos Públicas

Goiás é o líder nacional em registro de dengue por habitante em 2015. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (15/1) apontam que o Estado registrou 2.500,6 casos da doença para cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar aparece São Paulo, com 1.665,7 por grupo de 100 mil habitantes.

Em 2014, o Estado goiano registrou 1.434,1 casos de dengue a cada 100 mil habitantes, e ocupava a segunda colocação proporcional no ranking nacional da doença. O Acre tinha 3.547,4 registros para cada 100 mil habitantes. Já em 2015, o Acre reduziu para 736,5 casos pelo grupo de 100 mil habitantes.

De acordo com o Ministério da Saúde, Goiás fica em terceiro lugar no número geral de casos prováveis, com 163.117 pessoas atingidas pela dengue em 2015, atrás de São Paulo (733.490) e Minas Gerais (189.378). Com 93.547 casos em 2014, Goiás estava em segundo lugar no registro de dengue, superado apenas por São Paulo, com 226.195.

Entre os casos confirmados, Goiás teve 134 de dengue grave em 2014, superado apenas pelos 201 constatados em São Paulo. Já no ano passado, o número goiano subiu para 262, enquanto o paulista chegou a 625. Goiás continua na segunda posição em registro de casos graves da doença.

Com 86 mortes por dengue em 2015, Goiás também ficou em segundo lugar, atrás dos 454 óbitos ocorridos em São Paulo. Em 2014, foram 93 mortes nos municípios goianos e 94 registradas no território paulista.

Total

Em todo o país, o Ministério da Saúde registrou 1.649.008 casos prováveis de dengue no ano de 2015. No ano anterior, 2014, ocorreram 586.955 registros da doença no Brasil.

O Centro-Oeste ficou na terceira posição em 2015 com 13,4% dos casos de dengue (220.966), atrás do Sudeste, com 62,2% (1.026.226) e o Nordeste, que teve 18,9% dos registros (311.519). Atrás do Centro-Oeste ficaram o Sul, com 56.187 casos (3,4%) e o Norte, que teve 34.110 (2,1%).

Entre os Estados, Acre, Amazonas, Roraima, Piauí e Distrito Federal tiveram redução na ocorrência de casos de dengue em 2015.

De acordo com o Ministério da Saúde, o pico de maior incidência da dengue ocorreu no mês de abril com 229,1 casos para cada 100 mil habitantes, seguido de uma redução a partir do mês de maio (116,1), tendência observada nos meses seguintes até outubro (12,2).

“A partir de novembro (22,3), a incidência da doença começa a apresentar leve tendência de aumento. Em 2015 ocorreram 863 mortes por dengue. As regiões que registraram o maior número de vítimas fatais foram Sudeste (563) e Centro-Oeste (130).”

Dos grupos com maior incidência da doença por número de habitantes, os municípios paulistas lideram todas as faixas.

Chikungunya

O Ministério da Saúde também divulgou os dados de casos de chikungunya e zika vírus. Em 2015, foram registrados 20.661 casos de febre chikungunya no país. Desse total, 7.823 casos foram confirmados e 10.420 estão em investigação.

Atualmente, 84 municípios de 11 estados estão com transmissão autóctone (circulação) do vírus, segundo o Ministério. Além disso, pela primeira vez no Brasil, foram confirmadas três mortes por chikungunya, sendo duas na Bahia e uma em Sergipe. As três vítimas eram idosas (85, 83 e 75 anos) e apresentavam histórico de doenças crônicas.

Até o dia 9 de janeiro deste ano foram registrados 3.530 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus zika. Segundo o órgão nacional, os casos suspeitos da doença em recém-nascidos são computados desde o início das investigações (em 22 de outubro de 2015) e ocorreram em 724 municípios de 21 unidades da federação.

Também estão em investigação 46 óbitos de bebês com microcefalia possivelmente relacionados ao vírus Zika, todos na região Nordeste, informou o Ministério.

O estado de Pernambuco, o primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.236), o que representa 35% do total registrado em todo o país.

Em seguida, estão os estados da Paraíba (569), Bahia (450), Ceará (192), Rio Grande do Norte (181), Sergipe (155), Alagoas (149), Mato Grosso (129) e Rio de Janeiro (122). (Com informações do Ministério da Saúde)

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