Goiás lança projeto piloto de reabilitação pós-Covid

Atendimento para pacientes com sequelas ou limitações provenientes da infecção pelo coronavírus será realizado, inicialmente, em Inhumas

Foto: Reprodução

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), lançou nesta semana o projeto piloto do Reabilita Goiás para pacientes que tiveram a Covid-19 no município de Inhumas. O programa tem o objetivo de qualificar as equipes de Atenção Primária e fortalecer a assistência integral à saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com sequelas ou limitações provenientes da infecção pelo coronavírus. A estimativa é de que 30 inhumenses que já contraíram o vírus participem do projeto.

O protocolo de reabilitação foi construído por especialistas nas áreas de restabelecimento cardiorrespiratório e musculoesquelético e baseado na literatura científica disponível sobre o tema. Os resultados do projeto piloto serão avaliados com o intuito de desenvolver melhorias no programa, que deve ser implementado nos demais municípios goianos. Todo conteúdo será repassado para as equipes de Atenção Primária por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), disponibilizado pela Superintendência da Escola de Saúde Goiás (Sesg) da SES-GO.

A meta da SES-GO é capacitar todas as unidades de saúde da Atenção Primária do Estado de Goiás para identificar e avaliar os usuários com histórico de Covid-19. Com o projeto, será possível verificar as necessidades de reabilitação cardiorrespiratória e musculoesquelética, bem como de encaminhamento à atenção especializada.

A reabilitação será realizada três vezes por semana, sendo um dia da semana de forma presencial na unidade de Atenção Primária à Saúde (postinho), e outros dois dias no formato virtual. Os pacientes vão passar pelo tratamento durante oito semanas, que serão divididas em duas partes.

“Fizemos esta divisão exatamente para respeitar o princípio do treinamento físico no contexto da reabilitação, ou seja, iniciar com exercícios físicos de baixa intensidade para adaptação e prevenção de lesões musculoesqueléticas e ir aumentando de forma gradativa”, explica a superintendente da Escola de Saúde de Goiás, Viviane Leonel Cassimiro Meireles.

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