Goiás fecha março com superávit de US$558,3 mi na balança comercial

Incremento reverte o resultado negativo apurado no segundo mês de 2021, quando a balança apresentou déficit de quase US$ 80 milhões

Foto: Imprensa/ GEPR

Dados divulgados na manhã desta sexta-feira, 9, pelo O Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), mostram análise da balança comercial goiana em março. Foi constatado que Goiás fechou o último mês com superávit de US$ 558,3 milhões, com incremento de 805% no saldo da balança comercial, se comparado aos resultados de fevereiro deste ano.

Esse incremento reverte o resultado negativo apurado no segundo mês de 2021, quando a balança apresentou déficit de quase US$ 80 milhões. Em março, as exportações tiveram incremento de 158%, com negociação apurada de US$ 986,5 milhões. O crescimento foi puxado, principalmente, pela soja in natura, carnes e óleo de soja. Com o resultado, Goiás subiu três colocações no ranking de Estados exportadores, alcançando a oitava colocação, com participação de 4% no total das exportações brasileiras.

Já as importações fecharam em queda de 7% na comparação com fevereiro, com valor negociado de US$428,1 milhões. Dentre os principais itens importados, estão energia elétrica e produtos imunológicos e químicos. O resultado deixou Goiás na 11ª posição no ranking de estados importadores.

“Goiás acumula um saldo superavitário em sua balança comercial por mais de cinco anos consecutivos. Até mesmo com a pandemia o Estado atingiu recordes de exportação, somando quase US$8 bilhões, que resultou em um saldo superavitário de quase US$4 bilhões. Isso significa o quê para a economia de Goiás? Significa que quase R$26 bilhões foram injetados na economia goiana mesmo com a economia em 2020. Os reflexos positivos estão vindo agora. Vale lembrar que Goiás está entre os dez maiores estados exportadores do país”, explica a economista e analista de mercado Greice Guerra Fernandes.

De acordo com a economista, “Goiás mais produz que consome”. Ela conta que isso é positivo para o Estado, pois movimenta a economia goiana, no âmbito de “fazendas, campos, comércios locais, industrias, serviços e prestação destes serviços”. Como o agronegócio não parou por causa da pandemia, segurou a balança de Goiás, garantindo, pelo menos para este setor, empregos, renda, impostos e movimentou a economia nos campos e nas cidades goianas.

O principal parceiro comercial do Estado, no momento, é a China, tanto na importação quanto exportação, informou Fernandes. “O Estado tem buscado parceria com o mercado asiático, incluindo Japão, Índia e Vietnã e com o mercado árabe. Caso essas parcerias se consolidem e fortaleçam vai ser muito bom para o Estado. Poderemos cada vez mais exportar os nossos produtos para fora, o que repercute de forma positiva para a economia goiana”, avaliou.

Segundo a economista, o açúcar industrializado registrou aumento de 49% nas vendas para o mercado externo. Ela ainda destaca que a carne é um dos principais produtos exportados por Goiás e um dos setores que mais empregam no Estado, tanto nos campos, fazendas e cidades.

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