Goiás conclui cadastramento de presos em banco nacional de monitoramento

Sistema criado pelo Conselho Nacional de Justiça acompanha, em tempo real, a movimentação da população carcerária e dos procurados pelas autoridades

A Justiça de Goiás concluiu segunda-feira (12/3) o cadastramento de presos e foragidos no Banco Nacional de Monitoramento de Presos (BNMP), sistema que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desenvolveu para acompanhar, em tempo real, a movimentação da população carcerária e dos procurados pelas autoridades. As informações são do próprio CNJ.

Segundo o conselho, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) cadastrou 18,2 mil processos na plataforma digital. Na população carcerária goiana, há 7.979 presos condenados cumprindo pena de forma definitiva, 1.315 condenados que ainda aguardam resultado de recurso (execução provisória) e 7.022 detentos provisórios que não foram julgados).

Há ainda 1.621 pessoas em liberdade, devido basicamente ao cumprimento da pena em prisão domiciliar ou regime aberto. Na segunda-feira (12/3), a quantidade de pessoas procuradas pela polícia era de 214. Havia ainda 20 presos foragidos do sistema carcerário goiano.

O BNMP registra também as estatísticas de internados por medida de segurança (crime cometido por pessoa com doença mental), presos por falta de pagamento de pensão alimentícia (prisão civil) e mortos dentro de unidade prisional de Goiás.

O Cadastro foi um dos compromissos assumidos pelo TJGO com a presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para enfrentar a crise prisional no estado. Após uma rebelião no início do ano resultar em nove assassinatos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, a ministra se reuniu em Goiânia com as autoridades estaduais para discutir a crise do sistema prisional local. (Da assessoria do CNJ)

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