Goiás chega a 1.084 leitos para Covid-19, mas lotação está em 96,31%

Secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, alerta que mesmo o Governo de Goiás triplicando a estrutura de leitos críticos, ainda assim, o aumento exponencial do número de casos graves supera a oferta de estruturas para internação

Foto: Reprodução

Para conter a segunda onda da Covid-19, o governo de Goiás anuncia a abertura de mais leitos de internação exclusivas para pacientes vítimas da doença, que incluem as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias. Entretanto, apesar da previsão de abertura das novas unidades, a superlotação dos hospitais permanece.

A preocupação quanto ao aumento exponencial dos casos graves da doença, que demandam internação, e a consequente superlotação das unidades de saúde preocuparam o governador do estado. Na última sexta-feira, 26, Ronaldo Caiado (DEM) se reuniu com os prefeitos dos municípios do estado com o objetivo de traçar um plano de combate a doença.

Em Goiás, as UTIs destinadas ao tratamento de pacientes com a Covid-19 se encontram com percentual de ocupação 96,31% – dos 407 leitos existentes, 375 se mantém ocupados, 17 bloqueados e apenas 15 disponíveis.

As novas unidades têm previsão de abertura a partir da segunda semana de março. Aos 846 leitos destinados ao tratamento dos casos de coronavírus em Goiás (totalizando 407 UTI e 439 enfermarias), serão abertas 186 vagas em Uruaçu, 11 em Ceres, 10 em Iporá, 20 em Jataí e 11 e Quirinópolis. Ao todo, o estado irá totalizar a marca de 1.084 leitos dedicados para casos da Covid-19.

O secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, alerta que mesmo o Governo de Goiás triplicando a estrutura de leitos críticos, ainda assim, o aumento exponencial do número de casos graves supera a oferta de estruturas para internação. “Não se enfrenta uma pandemia apenas com abertura de UTIs e enfermarias, só com atitudes de saúde, nós precisamos de engajamento social”, ressaltou.

Ismael apelou para que os goianos sigam as determinações dos decretos municipais, contribuindo para conter a pandemia. “Não esperem um ente querido, um pai, uma mãe, um amigo, um namorado perder a vida, morrer, para acreditar que a pandemia existe. Como havíamos previstos, teríamos o mês mais difícil do ano de 2021, que será o mês de março. Mas eu tenho a absoluta convicção de que, unidos no propósito de salvar vidas, sairemos dessa condição e teremos, em breve, o resgate da normalidade da nossa convivência”, disse.

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