Goiás aplicou mais de R$ 136 milhões para manter alimentação dos estudantes durante a pandemia

Segundo o governador, Goiás é o Estado brasileiro com o maior número de verba repassada às famílias dos estudantes da rede escolar estadual, inscritas no Cadastro Único.

Kits alimentação são montados em unidade escolar do Estado para serem entregues aos alunos: todos 530 mil estudantes da rede estadual são contemplados / Foto: Divulgação/Seduc

Um novo balanço divulgado pelo governo do Estado mostra que desde o início da pandemia da Covid-19, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), já destinou mais de R$ 136 milhões para o programa auxílio alimentação e para a compra dos kits alimentação destinados a estudantes da rede estadual de ensino. O intuito, segundo o Executivo, é manter a nutrição alimentar de mais de 500 mil alunos.

As aulas presenciais em Goiás foram suspensas no dia 16 de março como uma medida de contenção do avanço do coronavírus. Como reflexo, muitos estudantes deixaram de receber a merenda escolar. Diante da situação, o Governo de Goiás determinou a destinação mensal de R$ 150 por aluno, para que a família conseguisse complementar a alimentação desses jovens. No total, para as ações referentes ao auxílio alimentação foram destinados mais de R$ 54 milhões.

Segundo o governador Ronaldo Caiado, Goiás é o Estado brasileiro com o maior número de verba repassada às famílias dos estudantes da rede escolar estadual, inscritas no Cadastro Único.

“As famílias mais vulneráveis terão sempre o apoio do Governo de Goiás. Elas são prioridade no nossa gestão, podem ter certeza. Vamos sair da crise e recuperar a economia”, disse. “Essas famílias estão tendo mais um reforço para alimentação, em decorrência do filho estar na escola”, completou o governador.

A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, por sua vez, relembrou que o Governo de Goiás foi pioneiro em lançar o auxílio alimentação. Ela ressaltou que a iniciativa do governador Ronaldo Caiado foi fundamental para garantir a alimentação dos alunos neste período em que as unidades escolares permanecem fechadas. Aproximadamente 109 mil estudantes em todo o Estado foram atendidos.

“Fomos os primeiros a ter essa preocupação, o que melhor se organizou enquanto governo para não deixar as crianças sem alimentação. Serviu para que outros Estados adotassem esse modelo”, afirmou Gavioli.

Kits

Em agosto deste ano, o auxílio alimentação foi substituído pela entrega de kits alimentação. A mudança permitiu que todos os 530 mil alunos da rede estadual de ensino fossem contemplados. O Governo Estadual repassou para as unidades escolares o valor de R$ 82 milhões para a aquisição de cinco kits por aluno. As entregas, que são mensais, começaram a ser realizadas em agosto e prosseguem até dezembro.

De acordo com Portaria da Seduc, o valor repassado aos conselhos escolares é destinado, obrigatoriamente, à aquisição dos seguintes itens para cada kit: dois quilos de arroz – tipo 1, um quilo de feijão, dois pacotes de macarrão (500g) ou um pacote de um quilo do produto, uma unidade de molho de tomate, um quilo de verdura/legumes e dois quilos de frutas.

Cestas

Além do auxílio alimentação e dos atuais kits, as escolas estaduais entregaram mais de 75 mil cestas básicas, entre março e abril, para as famílias mais carentes da comunidade escolar. As unidades montaram as cestas com alimentos já adquiridos para merenda e também com a compra de novos produtos, utilizando o saldo restante das escolas para alimentação escolar.

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