Goianos descobrem a paixão e os benefícios das corridas de rua

Já são quase nove milhões de corredores no Brasil e a quantidade de provas de rua oficiais chegou a 950 em 2013 e há expectativa de aumento para este ano

Mesmo que não seja no pódio, onde os concorrentes classificados nos primeiros lugares são apresentados ao público, a glória de cruzar a linha de chegada e concluir o percurso acende no corredor um sentimento de contentamento. Este esporte ganha, a cada dia que “corre”, o gosto dos goianienses e dos brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, já são quase nove milhões de corredores no País e a quantidade de provas de rua oficiais chegou a 950 em 2013.

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Aline Mirian

Em 2008, a personal trainer Aline Mirian, de 43 anos, participou de uma “corrida de brincadeira” na academia que trabalhava e até hoje pratica a modalidade esportiva que vem ganhando mais adeptos: “A procura por corridas de rua aumentou significativamente nos últimos três anos na capital. Agora é possível encontrar grupos de corredores nos parques e nas principais vias da cidade, como na Alameda Ricardo Paranhos”.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Goiânia tem 94 metros quadrados de áreas verdes para cada cidadão e conta, ao todo, com 32 parques e bosques. O secretário de Estado de Gestão e Planejamento e médico pediatra, Leonardo Vilela, reconhece que essas características contribuíram indubitavelmente para a ampliação do esporte em Goiás. “Outro exemplo é o ciclismo, com a abertura do autódromo e a liberação da ciclovia da GO-020 é possível se deparar cotidianamente com esportistas”, disse ao Jornal Opção Online.

Durante a semana, Leonardo Vilela, que voltou a praticar corrida de rua de forma regular há seis anos, percorre em média 2,5 km no Parque Areião, na região sul da capital.  “A corrida é um esporte simples e não dependo de equipamentos ou assessórios sofisticados, precisa-se apenas de um short e uma camiseta. Além disso, é acessível: o espaço é a dimensão da cidade e todas as classes sociais podem participar”, afirma.

Corridas em Goiânia

Há cinco anos Leonardo Vilela participou de sua primeira maratona em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, percorrendo 42 km. Deste período para cá, participou de outras três maratonas e duas ultramaratonas na África do Sul, onde o percurso foi de mais de 90 km.

Fabíola ao lado do filho após corrida em Goiânia

Fabíola ao lado do filho após corrida em Goiânia

Goiânia também é reduto desses eventos. Em maio, a especialista em Treinamento Desportivo, Fabíola Mamede, levou seu filho Ícaro M. Garcia, de 9 anos, para acompanhá-la em uma corrida que aconteceu no Jardim Goiás. “Corro de forma amadora, mas incentivo meu filho em atividades físicas. As crianças e os adultos geralmente pouco se movimentam. As corridas alertam sobre os malefícios de uma vida sedentária e estimulam práticas físicas”, pontua.

No dia 30 deste mês, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª  Região (TRT-GO), vai realizar a quinta corrida de rua em Goiânia. A primeira ocorreu em 2010 e, desde então, a corrida passou a fazer parte da agenda de eventos institucionais do Tribunal.

Neste ano, o TRT realizará a primeira corrida infantil, quando o órgão vai incentivar o esporte e alertar sobre os danos sociais causados pela exploração do trabalho infantil. A data limite das inscrições é até o dia 24 e pode ser feita pelo site.

Benefícios

Fabíola Mamede, que corre invariavelmente por lazer, salienta que a prática traz benefícios psicológicos, fisiológicos e físicos: “Correr é vencer a resistência psicológica, pois o indivíduo estabelece metas que são doutrinadas individualmente. Fora isso, tonifica os músculos, previne doenças e melhora a frequência cardíaca e o sistema orgânico”.

No primeiro ano praticando a modalidade, Leonardo Vilela conta que emagreceu cerca de sete quilos e que, por esse motivo, seu check up anual é “absolutamente perfeito” e o condicionamento cardiovascular atestado pelos exames médicos é “excelente”.

Antes de iniciar qualquer prática esportiva os corredores e os profissionais consentem que é necessário procurar um médico e um especialista na área. “Depois de fazer exames médicos e estar apto, deve-se procurar um educador físico. Uma pessoa sedentária, acima do peso muitas vezes, não pode sair correndo por aí. Normalmente, eles começam caminhando e gradativamente aumentam o percurso e a velocidade, para, em seguida, participarem de provas”, finaliza Leonardo Vilela.

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