Goiano, o rei do tráfico de drogas, é preso em São Paulo

Homem manteve negócios com o megatraficante Pablo Escobar na década de 80 e já morou em Goiânia. Ousado, ele queria construir submarino para transportar drogas

Goiano estava na lista de procurados da Interpol | Foto: Reprodução

Goiano estava na lista de procurados da Interpol | Foto: Reprodução

Após um ano e quatro meses da deflagração da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal e da Receita Federal, o megatraficante Mário Sérgio Machado Nunes, de 59 anos, foi preso em imóvel de luxo no Morro do Sorocotuba, em Guarujá, pela Polícia Civil de São Paulo, na quinta-feira (17). Ele estava na lista de procurados da Interpol.

Goiano, como é conhecido, foi detido pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em um condomínio de luxo no Guarujá, litoral paulista. Ele é investigado por ser o maior traficante internacional em atividade no Brasil e já teve negócios com o colombiano Pablo Escobar.

No imóvel em que estava foram encontrados munições para armas, documentos falsos e lacres de containers. A suspeita é que estaria usando o Porto de Santos para enviar drogas a 27 países da América, África, Europa, além dos Estados Unidos. O homem estava sob investigação há três meses.

No momento da prisão os policiais perceberam que Goiano passou recente cirurgia plástica no rosto para mudar sua fisionomia. O traficante está recolhido no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros em São Paulo.

Quando PF deflagrou a Águas Profundas, em maio de 2014, foi descoberto que Goiano tinha projetos para comprar uma companhia aérea e construir um submarino exclusivamente para transportar drogas. Ele estava morando na capital em um sobrado em chácara no Setor Rosa dos Ventos.

Na época, foram expedidos mandados para Goiás e mais seis estados para desarticular a quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas. Três dias depois, mais seis pessoas suspeitas de envolvimento.

Segundo as investigações, o grupo faturava mais de R$ 5 milhões semanais com as ações ilegais. Para facilitar o transporte de mercadorias, a quadrilha havia concluído o planejamento para a construção de um submarino e pretendia criar uma empresa aérea para voos internacionais. Os traficantes mantinham atividades em cerca de 30 países, entre eles EUA, China, Espanha, França e África do Sul. As informações são do “Estadão Conteúdo”.

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