A pesquisa também aponta que para sobreviver dignamente, o salário mínimo teria que ser cinco vezes maior que o atual

Preços da cesta básica sobem acima da inflação | Foto: Reprodução

No mês de novembro, o preço da cesta básica subiu em 16 de 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Goiânia, uma das capitais envolvidas na pesquisa do departamento, apresentou variação de aproximadamente 3,7% no preço dos produtos alimentícios.

A cesta básica na Capital goiana esteve com o preço em novembro de R$ 493,21. Ao longo dos últimos 12 meses pesquisados, esse valor se elevou em 39,3%.

Segundo o Dieese, o arroz, o óleo de soja, a carne, o tomate e a batata tiveram alta expressiva na maioria das capitais, ou seja foram os produtos que puxaram o valor para cima. Devido a pandemia do novo coronavírus, a coleta de dados pelo instituto de pesquisa, na maior parte das capitais analisadas foi feita virtualmente.

Outras cidades

Embora o aumento em Goiânia tenha sido relevante, outras Capitais tiveram uma alta ainda maior nos preços de seus alimentos. Brasília, (17%), Campo Grande (13,2%) e Vitória (9,7%) apresentaram as maiores variações no País. A única Capital pesquisa que diminuiu o valor dos seus produtos foi Recife, com alimentícios 1,3% mais baratos.

A cesta básica mais cara do País é a do Rio de Janeiro, onde custava, em média, R$ 629,63 em novembro. A cesta mais barata foi encontrada em Aracaju, com custo médio de R$ 451,32.

Com base no preço da cesta básica mais cara observada pela pesquisa, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de dois adultos e duas crianças, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 5.289,53 em novembro. Este valor corresponde a mais de cinco vezes o mínimo atual, de R$ 1.045.

[Esta matéria conta com informações da Agência Brasil]