Goiânia terá ato contra a cultura de estupro no próximo domingo (29/5)

Organizado através das redes sociais, o protesto acontecerá no parque Lago das Rosas e deve reunir centenas de pessoas

“Em solidariedade à jovem de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e em repúdio à violência contra a mulher, ao machismo e à misoginia”, 1800 pessoas já confirmaram presença em um ato programado para acontecer no próximo domingo (29/5), às 16 horas, no Parque Lago das Rosas, setor Oeste da capital.

Através da página do evento no Facebook, as pessoas já começam a se organizar para a confeccção de cartazes e atos que farão parte do protesto. “Ficamos todas machucadas a cada mulher agredida, violentada, exposta e humilhada! Não foram 30 homens contra uma jovem, foram 30 contra todas nós! Todas estamos sujeitas enquanto as vítimas continuarem a ser culpabilizadas, enquanto o estupro for “justificado”, enquanto os homens acharem que isso não é problema deles”, diz o evento no facebook.

A movimentação é em resposta ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro, que levou a um levante contra a cultura de estupro. Ainda na descrição do evento, a mensagem diz: “O mais grave é que este não é o primeiro caso e as estatísticas indicam que, infelizmente, se não fizermos nada, não será o último. Um caso similar aconteceu há pouco anos na Paraíba, inclusive levando à morte de uma das garotas violentadas. A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil”.

Outros grupos já se mobilizam em atos semelhantes em outras capitais brasileiras. Em Salvador, centenas de pessoas foram às ruas nesta sexta-feira (27/5), com o lema “Por Todas Elas”. Protestos já estão marcados para o próximo fim de semana em Fortaleza, Curitiba e Rio de Janeiro.

Ainda nesta sexta (27) um ato no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, lançou uma reflexão sobre o caso. Convocado pelas redes sociais, o ato simbólico consistiu na distribuição de papel e caneta para que as pessoas que passavam no local escrevessem frases sobre o estupro. Depois, os papéis foram afixados em uma parede do Masp, que está em reforma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.