Goiânia tem a menor taxa de desemprego entre as capitais brasileiras

Na região metropolitana a taxa de desocupação ficou em 7,8%, também a menor dentre as regiões metropolitanas de todo o país

| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Goiânia registrou a menor taxa de desempregados entre as capitais brasileiras, com o índice de 6,8%, o correspondente a 57 mil pessoas a procura de emprego, no trimestre de julho a setembro. No mesmo período, foi registrado um aumento de 1,54% no rendimento médio do trabalhador goiano, cuja média de renda mensal real chegou a R$ 1.978,00.

Já a taxa de desocupação em Goiás está estimada em 9,2%, uma redução de 1,8 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior. Essa queda significa 60 mil pessoas a menos na fila de espera por uma vaga de trabalho.

No ranking nacional, Goiás está na 7ª posição, porém 3,2 pontos porcentuais abaixo da médica nacional, que é de 12,4 pontos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PnadC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e copilada pelo Instituto Mauro Borges (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

Na Região Metropolitana de Goiânia, que representa 39% da força de trabalho do Estado, a taxa de desocupação ficou em 7,8%, também a menor dentre as regiões metropolitanas brasileiras. Ao todo são 111 mil pessoas desocupadas na Grande Goiânia, 32,6% do total dos sem trabalho em todo o Estado.

Em relação ao trimestre anterior (abril a junho), a força de trabalho aumentou em cerca de 48 mil pessoas no Estado, enquanto o total de pessoas em idade de trabalhar cresceu em 53 mil. Isso mostra que cerca de 7 mil pessoas que estavam fora da força de trabalho passaram a procurar emprego.

Segundo o pesquisador João Quirino Rodrigues Júnior, da Gerência de Estudos Socioeconômicos e Especiais do IMB-Segplan, o número de empregos gerados no trimestre em análise foi suficiente para absorver o aumento de pessoas na idade de trabalhar (PIT), reduzir o de desocupados e ainda empregar aqueles que passaram a procurar emprego, elevando em 108 mil o número de indivíduos ocupados em Goiás.

De acordo com João Quirino, “a melhora no mercado de trabalho em Goiás, com o recuo da taxa de desemprego no 3º trimestre do ano, foi devido ao aumento da formalidade e também da informalidade do emprego”. Dados da Pnad Contínua apontam que o número de empregados sem carteira no setor privado, incluindo trabalhadores domésticos, estimado em 711 mil, subiu 4,2% em relação ao trimestre anterior.

Dos 3,2 milhões de pessoas ocupadas no Estado, entre julho e setembro último, a maior parte (55,6%) estava empregada no setor privado. Os segmentos que mais absorveram mão de obra foram a indústria em geral e a construção civil. Onde houve mais demissão do que contratação foi na agropecuária e na administração pública.

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