Goiânia sedia congresso internacional sobre hipertensão

Evento discute temas relacionadas à doença, uma das de maior incidência no Brasil. Destaque são debates sobre consumo de sal e controle da pressão

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Goiânia recebe, a partir desta quinta-feira (29/1), o XII Congresso do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A programação, extensa, segue até sábado (31/10), no Centro de Convenções. São mais de 80 palestrantes internacionais e nacionais falando sobre os mais diversos assuntos relacionados à hipertensão em mesas redondas, cursos e conferências.

O médico e presidente da Sociedade Goiana de Cardiologia (SGC), Thiago Veiga Jardim, diz que a expectativa é que mil profissionais participem do evento. “Recebemos um grande número inscrições de temas livres, foram mais de 100 para apresentação”, comemora. E defende: “Trazer atualização científica é uma grande oportunidade para que nossa Cardiologia goiana cresça.”

Segundo o médico, a relevância do congresso se justifica pela importância do debate sobre a hipertensão: “A doença tem prevalência alta no Brasil e no mundo, é um grave problema de saúde pública e, apesar do grande número de casos, as taxas de conhecimento e controle são baixas.”

Dr. Thiago Veiga Jardim

Dr. Thiago Veiga Jardim

Durante os três dias, serão debatidos temas como fatores relacionados ao estilo de vida dos pacientes, epidemiologia e tratamento da doença. Veiga Jardim destaca como debates principais as questões relacionadas ao consumo de sal, metas e novas definições da pressão arterial, que serão, segundo ele, amplamente debatidas.

Um dos temas que chama a atenção na programação é o tratamento da doença nas diferentes partes do globo. A discussão, embora ainda em estágio inicial, admite que a hipertensão deve ser tratada de maneira diferente nos países tropicais.

A organização do congresso trará 40 palestrantes internacionais. Entre os grandes nomes estão o italiano Alberto Zanchetti, que tem grande história mundial no estudo da hipertensão; o espanhol Antônio Coca e o ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Fernando Pinto.

 

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