Goiânia quer prevenir automutilação entre jovens após aumento de casos

Organização Mundial da Saúde tem alertado sobre transtornos mentais em pessoas da faixa etária de 10 a 19 anos  

Focada na saúde mental de adolescentes, Goiânia deve investir em políticas de prevenção de automutilação entre jovens. Os incidentes de casos dessa natureza têm aumentado nos últimos anos e preocupam pais e autoridades. Os registros mais recentes ocorreram em uma escola de São Paulo, cujos alunos se feriram com lâminas de apontador de lápis. No Recife (PE), estudantes precisaram de atendimento, depois de uma crise coletiva de ansiedade, antes da aplicação de uma prova. 

Para remediar casos na Capital, tramita na Câmara Municipal um Projeto de Lei (PL) para instituir a Política Municipal de Prevenção da Automutilação em Jovens de Goiânia. “Não temos respostas prontas, mas temos de enfrentar esse debate, chamar a nossa responsabilidade e encontrar ajuda dos especialistas, porque não podemos continuar perdendo nossos jovens”, salientou a vereadora Sabrina Garcez (Republicanos), propositora da matéria. 

Conforme estudo feito no ano passado, apenas no estado de São Paulo 69% dos estudantes avaliados relataram sintomas de depressão e ansiedade. Nesse contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que as condições de saúde mental são responsáveis por 16% da carga global de doenças e lesões em pessoas com idade entre 10 e 19 anos, o que pode encaminhar ao suicídio – terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos.