Números mostram que Goiânia pode estar se livrando da segunda onda de Covid-19

Enquanto isso, Goiás tem regiões com declínio de contaminação e outras onde os números ainda estão fora de controle

Gerson Neto*
Especial para o Jornal Opção

Os boletins epidemiológicos da Prefeitura de Goiânia mostram de forma clara: retornamos aos níveis de contágios e mortes de novembro de 2020, período em que tivemos um refresco na pandemia logo antes das festas de fim de ano – e do aparecimento da variante de Manaus, a P-1, que causou uma tragédia avassaladora nos meses de março e começo de abril.

 

Nesse segundo pico da doença, o número diário de mortes praticamente dobrou em relação ao primeiro, em julho, agosto e novembro de 2020, na onda inicial. Além da nova variante, houve problemas dramáticos como leitos escassos de UTI e falta de anestésicos para o doloroso procedimento de intubação.

Mas a verdade é que os gráficos de agora são eloquentes. A partir de 23 de março, vemos uma queda acentuada na curva tanto de contágio quanto de óbitos. Durante esse período, Goiânia adotou medidas fortes de restrições de circulação, fechou bares e, ao mesmo tempo, vacinou os idosos, medidas que justificariam a queda da curva ao ponto de encerrar a segunda onda da Covid-19. Isso levou a Prefeitura de Goiânia a levantar algumas medidas de isolamento social que ainda estavam sendo adotadas, como o funcionamento de atividades não essenciais nos finais de semana.

Outras regiões do Estado de Goiás também estão vivendo um declínio forte da contaminação. Na última atualização do mapa de recomendação de cuidados com a pandemia de Covid-19, a região de Porangatu deixou o estado de “situação crítica”, passando para a “situação de alerta”. Foi a primeira região de Goiás a progredir para essa cor no mapa de calor do Governo de Goiás, se tornando a região menos pressionada em número de contaminações.

Isso não quer dizer que todos esses municípios estejam bem no combate à pandemia, mas que, na média, a contaminação foi bastante reduzida. Apesar da melhora nos números os cuidados devem continuar para evitar o aparecimento de uma terceira onda de contaminações.

 

Outras cidades que tiveram melhora expressiva nos seus números de contaminação e mortes foram Aparecida de Goiânia, Anápolis e a região das cidades de Goiás e Aruanã. Anápolis chegou a deixar a “situação de calamidade” no mapa de calor do governo de Goiás e passar para a “situação crítica”, mas voltou para a cor vermelha na última atualização.

A estratégia de escalonamento intermitente de Aparecida de Goiânia levou a cidade a um controle mais lento da pandemia, mas também resulta em números melhores, segundo os gráficos dos boletins epidemiológicos do governo do Estado.

 

Por outro lado, o Estado de Goiás como um todo ainda não viu o final da segunda onda de contaminações. Segundo o último boletim epidemiológico publicado no dia 16/04, há uma escalada de casos confirmados de Covid-19 nos municípios do interior, enquanto Goiânia vê queda expressiva nas contaminações.

Apesar da situação melhor em Goiânia e outras cidades o alto número de contágios nas cidades próximas pode mudar esse quadro rapidamente e provocar uma terceira onda local de contaminações e mortes.

Para o Brasil, também está longe o fim da segunda onda de contaminações pela pandemia. Por isso, é imprescindível manter os cuidados com o máximo isolamento social possível, o uso de máscaras e a higiene.

* Gerson Neto é jornalista e especialista em Planejamento Urbano e Ambiental.

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