Goiânia passa a ser referência na Medicina cardiovascular

Corpo médico do Hospital do Coração de Goiânia apresenta tecnologias de ponta da Hemodinâmica que prometem desonerar pacientes e o sistema de Saúde

Máquina de Hemodinâmica do Hospital do Coração | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Há quase um século, ainda na década de 1920, o radiologista Werner Forsmann revolucionava a história da Medicina ao inserir na própria veia uma sonda e conduzi-la até o átrio direito de seu coração com a ajuda de um aparelho raio-X. Tinha início ali a técnica de cateterismo cardíaco, o procedimento diagnóstico mais comum realizado na Hemodinâmica.

De lá para cá, o estudo, diagnose e tratamento de patologias cardiovasculares através da corrente sanguínea avançaram com métodos seguros e minimamente invasivos, que, não só aumentam o conforto do paciente, como detectam de forma precoce as principais complicações relacionadas ao coração, como infarto, angina e arritmias.

Em Goiânia, a área é referência e não deixa a desejar em relação a qualquer outra capital. É o que atesta o Dr. Flávio Veiga Jardim, médico de Hemodinâmica do Hospital do Coração de Goiás (HCGO), localizado no Setor Oeste, na capital.

Em entrevista ao Jornal Opção, o médico cardiologista conta que a máquina de hemodinâmica recém-adquirida pela unidade não é exatamente uma novidade, mas que, apesar de existir outras semelhantes em todo o País, o equipamento é o mais moderno do mercado.

“Goiânia está muito bem assistida, com todos os exames possíveis dentro da Cardiologia e não deve nada a outros Estados. […] Entramos num nível na hemodinâmica, no cateterismo, que é o suprassumo”, observou.

Tecnologia a favor

Especificamente sobre a Hemodinâmica, o especialista destaca que o equipamento usado conta com recursos tecnológicos de ponta que evitam tratamentos desnecessários e permitem maior segurança e eficácia na hora de atender o paciente.

Um destes recursos é a Tomografia de Coerência Óptica (TCO). Realizada durante o procedimento de cateterismo, ela obtém imagem de alto grau de resolução, e é capaz de avaliar mais de mil pontos simultaneamente dentro das artérias coronárias. “A imagem é muito superior a de outras máquinas. Apresenta uma resolução de 90%, o que representa 10 vezes mais qualidade que o aparelho de ultrassom, por exemplo”, explica o diretor técnico do HCGO, Dr. José Silvério.

Dr. Flávio Veiga Jardim durante entrevista ao Jornal Opção| Foto: Fernando Leite

“Temos na capital a realização de todos os exames dentro da cardiologia. O último estágio de investigação da doença coronária é o cateterismo, que é feito em todo o Estado, com equipamentos menos ou mais modernos. O que o HCGO oferece é justamente métodos e diagnósticos complementares”, acrescenta o Dr. Leandro Zacarias, que também atende Hospital do Coração.

Outra tecnologia acoplada à máquina é a FFR – Reserva de Fluxo Fracionado, que mede as obstruções de artérias, determinando com mais precisão e segurança o comprometimento do fluxo arterial. A grande vantagem do equipamento, explicam os especialistas, é a garantia de maior segurança, sem a realização de procedimentos desnecessários e que oneram, não somente o paciente, como o sistema de Saúde como um todo.

“O principal ponto é que possuímos um arsenal para terapia e doença cardiovascular. Estamos prontos para receber qualquer urgência, oferecendo o melhor tratamento possível”, ressalta o Dr. Flávio Veiga Jardim.

*Matéria alterada no dia 28 de janeiro 

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