Goiânia fecha 2021 com inflação de 10,31%

Com alta desde fevereiro, a capital apresentou a quinta menor variação entre as áreas pesquisadas. As altas foram influenciadas, principalmente, pelos acumulados de transporte por aplicativo, combustíveis e gás de botijão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2021 atingiu 0,58%, depois de ficar em 1,39% no mês de novembro, sendo a décima primeira alta consecutiva em Goiânia. A pesquisa foi calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11. Com objetivo de medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, o estudo é referente ao consumo das famílias. O IPCA, na capital goiana, atingiu um total acumulado de 10,31% no ano, se tornando a quinta menor variação entre as áreas pesquisadas. 

No Brasil, a inflação teve alta de 0,73% em dezembro e fechou o ano de 2021 com aumento de 10,06%, ou seja, a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%. Tal número extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, cujo teto era de 5,25%. Os resultados foram influenciados, principalmente, pelo grupo Transportes, que apresentou variação de 0,58% em dezembro. Além de transporte por aplicativo (56,47%), combustíveis (47,88%) e gás de botijão (39,38%).

Já o Índice de Preços no Consumidor (INPC) da capital goiana registrou alta de 0,43% também em dezembro, fechando 2021 com acumulo de 9,48%. O INPC abrange famílias com rendimentos entre um a cinco salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, sendo Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. 

No total, foram sete grupos que puxaram a alta de dezembro no município goiano. Com destaque em artigos de residência (2,59%), vestuário (2,04%), alimentação e bebidas (1,47%), despesas pessoais (1,10%), saúde e cuidados pessoais (0,69%), comunicação (0,32%) e transporte (0,01%).  

Aumento nos preços

Combustível de veículos, gás de botijão e energia elétrica pressionaram a inflação de 2021. Porém, a alta se deu, principalmente, pelo aumento no preço do Veículo Próprio, que subiu 0,80% em dezembro, acumulando 11,50% no ano de 2021. Outro item de forte peso na cesta de compras das famílias abrangidas pela pesquisa é Carnes, que subiu 3,53% no mês e acumula alta de 9,51% no ano. Além disso, em Goiânia, houve aumento de 6,28% no Transporte Público, acumulando 11,60% em 2021.

O maior acumulado no ano ocorreu com os Combustíveis de Veículos, que apesar de terem caído 2,00% em dezembro, acumulam alta de 47,88% em 2021. As maiores altas em 2021 vieram do etanol, que subiu 54,04%, da gasolina, 46,72% e do óleo diesel, 46,62%. Outros subitens que se destacaram em 2021 foram o gás de botijão, que subiu 39,38% no ano, energia elétrica residencial, que subiu 21,74% no referido período e o transporte por aplicativo, que subiu 56,47% em 2021.

Já no INPC, oito de nove grupos analisados fecharam 2021 com alta em Goiânia. O grupo Transporte registrou a principal variação positiva acumulada no ano (21,31%), com destaque para as altas nos preços do transporte por aplicativo (56,47%), etanol (54,04%) e gasolina (46,72%). No total, o INPC para os combustíveis de veículos registrou alta de 47,67% para Goiânia em 2021. Em segundo lugar, Habitação apresentou variação positiva de 12,56%. Nesse grupo, os itens que mais variaram em 2021 foram o gás de botijão (39,38%), a areia (22,20%) e a energia elétrica residencial (21,49%). O único grupo que terminou 2021 com retração do INPC foi o de Comunicação. Apesar de registrar alta de 0,39% para dezembro, ele acumulou -0,24% no ano.

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