Goiânia foi a capital do Centro-Oeste que mais reduziu leitos de pediatria em nove anos, aponta SBP

Em todo o País foram quase 16 mil desativações. Goiás está entre os dez Estados que registraram maior variação negativa

Foto: Luiz Phillipe Araújo/ Jornal Opção

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), divulgado no último dia 26, aponta que Goiás está entre os dez Estados que registraram maior número de fechamento de leitos de internação pediátrica entre 2010 e 2019. A Capital figura em posição ainda mais delicada. Goiânia é a 4ª cidade que mais fechou leitos.

O levantamento bienal da SBP é divulgado em alusão ao Dia do Pediatra, comemorado em 27 de julho. Neste ano o estudo aponta que, em nove anos, o País desativou 15,9 mil leitos destinados à assistência infantil, modelo de acomodação hospitalar que permanecer no hospital por período integral.

Entre os 24 Estados que perderam leitos pediátricos no Sistema Único de Saúde (SUS), Goiás aparece como 8º colocado, com maior número de desativações. Em 2010 eram 1885, contra 1219 registrados neste ano, redução de 666. Em Goiânia o quadro é ainda mais negativo. A capital teve variação negativa de 241 leitos em nove anos.

Região

Com isso, o município foi o que mais perdeu leitos entre as capitais do Centro-Oeste. Para se ter uma ideia, a segunda colocada foi Brasília, que perdeu 109 leitos — uma diferença de 132 em relação a Goiânia.

Em Goiás ocorreu algo semelhante. Enquanto o Estado lidera com menos 666 leitos no SUS, o segundo colocado, o Mato Grosso, perdeu 207. Ou seja, menos da metade.

Infraestrutura precária

Segundo a presidente da SBP, Dra. Luciana Rodrigues Silva, a nível nacional, as informações coincidem com o panorama de limitações e precária infraestrutura que se apresenta aos profissionais que atuam na área.

“A queda na qualidade do atendimento tem relação direta com recursos materiais insuficientes. Essa progressiva redução no número de leitos implica obviamente em mais riscos para os pacientes, assim como demonstra o sucateamento que se alastra pela maioria dos serviços de saúde do País”, afirma.

A reportagem pediu posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que disse estar levantando informações. Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES), não respondeu até a publicação desta matéria.

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