Goiânia é a 8ª capital que mais reduziu mortes, revela Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Análise dos crimes violentos letais intencionais destaca que houve recuo de 13% na taxa de homicídios dolosos e de 50,6% nas lesões corporais seguidas de morte

A 10ª edição do Anuário brasileiro de segurança pública, cujos números começaram a ser divulgados nesta sexta-feira (28/10), aponta que Goiânia apresentou quedas nas ocorrências de crimes em todos os indicadores do estudo. Crimes violentos letais intencionais em Goiânia tiveram redução de 13% e, além disso, houve redução de 50,6% nas lesões corporais seguidas de morte e de 4,5% nos latrocínios, que são os casos de roubo seguido de morte.

Porém, dados da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), apresentados pela Superintendência Executiva de Ações Integradas e a Gerência do Observatório de Segurança Pública apontam números ainda mais significativos relativos ao ano de 2016.

No acumulado de janeiro até o dia 26 de outubro, a taxa de redução de homicídios na capital está em 38,16%. De acordo com os números oficiais, a projeção é que 2016 feche com uma redução de mais de 40% em Goiânia.

Em Goiás

O mesmo comparativo do Anuário brasileiro, observados os números em todo o Estado, aponta estagnação no aumento de casos de crimes violentos letais intencionais em todas as regiões goianas, entre os anos de 2014 e 2015. A estabilidade possibilitou declínio nessas modalidades de ocorrência em 2016, de acordo com o Observatório de Segurança Pública. Já nos casos de latrocínio, a redução teve início em 2015, quando apresentou queda de 19% em relação ao ano imediatamente anterior.

Do início do ano até a última quarta-feira, a taxa de redução de assassinatos em Goiás está em 30,33%. Na projeção do Observatório de Segurança Pública, o ano deve ser encerrado com queda de cerca de 35% nos casos. Números reafirmam tendência de redução em todas as ocorrências de crimes violentos letais intencionais em 2016.

Ações

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) considera os números do 10º Anuário brasileiro de segurança pública como consequência do aumento de ações proativas. De acordo com a pasta, investimentos em inteligência e ações integradas entre todos os entes que compõem o aparato de segurança pública do Estado antecedem ações criminosas.

Além do aumento dos investimentos e ações preventivas, houve um acréscimo de ações ostensivas, tanto da Polícia Militar quanto da Civil. As forças de segurança do estado seguem protocolos de atuação que preveem ações de preservação da vida de todos os envolvidos, seja em abordagens, bloqueios, conflitos e em confrontos.

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