Dadas as divergências partidárias e pessoais, os políticos de Porangatu não se unem e, por isso, não conseguem eleger deputado estadual.

Sheilismar Ribeiro: jornalista | Foto: Divulgação

Em 2022, a história se repetiu.

O engenheiro Givago Valadares, do PRTB, foi bem votado (18.249 votos), mas não foi eleito. Ele foi o mais votado em Porangatu, mas, com mais três candidatos, além da invasão dos “estranjas”, acabou por não receber nem 10 mil votos no município. Ficou como segundo suplente.

Pedro Fernandes: ex-prefeito de Porangatu | Foto: Reprodução

A segunda mais votada, Sheilismar Ribeiro, do PRTB, obteve 2.322 votos. É até muito pela escassa estrutura com a qual contou.

O ex-prefeito de Porangatu Pedro Fernandes, do Agir, obteve 2.111. Uma votação pífia.

A última colocada foi a Professora Sandra, do PSDB, com apenas 788 votos. Não contou com nenhuma estrutura na cidade.

Professora Sandra Maria | Foto: Facebook

Sheilismar, Fernandes e Professora Sandra obtiveram, juntos, 5.221 votos. É certo que, se tivessem apoiado Givago Valadares, nem todos os votos teriam ido para o postulante do PRTB, mas pelo menos parte deles certamente seriam dados ao engenheiro.

O PRTB elegeu quatro deputados estaduais: Wagner Neto (32.543 votos), Coronel Adailton (25.610 votos), Júlio Pina (21.243 votos) e Zeli Fritsche (20.967 votos).

Se tivesse absorvido apenas os votos de Sheilismar Ribeiro e Professora Sandra, Givago teria conquistado 21.359 votos e teria superado Julio Pina e Zeli. Não precisaria nem dos votos de Fernandes.

Então, pode-se dizer que Givago derrotou Fernandes, que derrotou Sheilismar, que derrotou Professora Sandra, que derrotou Givago, que derrotou Sheilismar…

Vale sublinhar que Porangatu tem apenas 30.727 eleitores… e nem todos votam. A abstenção é sempre alta.