Gilmar Mendes ironiza gastos de campanha de Dilma: “Foram R$ 360 mi, o que equivale a um Barusco”

Ministro se refere ao ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que devolveu US$ 100 milhões à estatal depois de acordo de delação premiada

Ministro Gilmar Mendes | Foto: Sarah Teófilo

Ministro Gilmar Mendes | Foto: Sarah Teófilo

Figura em evidência com as recentes investigações da Petrobras, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ironizou em entrevista na tarde desta sexta-feira (28/8), em Goiânia, os gastos de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). “Foram R$ 360 milhões. Pelos cálculos modernos estabelecidos no Brasil seria correspondente a um Barusco.” Ministro veio à capital para palestras na Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás (ESMEG).

Comentário veio ao falar sobre a decisão do TSE de enviar à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal informações da prestação de contas da campanha eleitoral de 2014 da presidente para investigação. De acordo com ele, o valor gasto pela petista equivale ao que foi devolvido pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que foi cerca de US$ 100 milhões.

O ministro pontuou que caso envolvendo as contas eleitorais motivaram diversas outras investigações — como a que investiga R$ 1,6 milhão pago pela campanha de Dilma a uma pequena empresa que foi aberta dois meses antes das eleições de 2014.

Gilmar Mendes pediu para que o Ministério Público de São Paulo investigasse o caso com a suspeita de que a empresa não prestou os serviços para os quais foi contratada. A dona da empresa, a doméstica Ângela Maria do Nascimento, está sendo apontada como laranja. “Em suma, há uma irregularidade que talvez revele outras”, disse o juiz em entrevista.

Sobre as críticas de vertentes políticas favoráveis ao governo que afirmam que o ministro está “advogando pelo PSDB”, Gilmar Mendes afirmou que essas afirmações são comuns, e ainda alfinetou o PT. “Eu tenho a impressão de que há um tipo de agrupamento politico no Brasil que não acha que juiz bom é juiz morto, mas acha que juiz bom é que vota a seu favor. Esse é um modelo que funciona bem na Venezuela, mas não tem nada a ver com o nosso país.”

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