Gilmar Mendes devolve à PGR segundo inquérito contra Aécio

Ministro já havia enviado à Procuradoria-Geral da República outro pedido de abertura de investigação contra o presidente nacional do PSDB e senador mineiro

Ministro Gilmar Mendes alegou, no primeiro pedido, que a PRG precisava apresentar novos fatos para embasar a denúncia após ouvir advogados de Aécio | Foto : Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro Gilmar Mendes alegou, no primeiro pedido, que a PRG precisava apresentar novos fatos para embasar a denúncia após ouvir advogados de Aécio | Foto : Rosinei Coutinho/SCO/STF

Pela segunda vez, o ministro Gilmar Mendes, relator pedido de abertura de investigação contra o senador mineiro e presidente nacional do PSDB Aécio Neves no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou devolver o inquérito ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mendes pediu que seja dada vista a Janot.

Mendes já havia devolvido o primeiro pedido de Janot à PGR antes de inciar a fase de coleta de provas. Desta vez, ele foi designado pelo presidente do STF, o ministro Ricardo Lewandowski, para relatar o caso. O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, informou ao presidente da Corte que não viu ligação dessa nova solicitação com a Operação Lava Jato e, por isso, a abertura de processo contra Aécio foi redistribuída.

Esse pedido do procurador-geral da República ao STF tem como base informações dadas pelo senador cassado Delcídio do Amaral em sua delação premiada na Operação Lava Jato, na qual Aécio Neves e o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) foram citados, além do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB).

O ex-senador Delcídio do Amaral disse em sua delação Aécio, enquanto era governador de Minas Gerais, “enviou emissários” à Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos (CPMI) dos Correios, no Congresso, para tentar barrar a quebra de sigilo de pessoas e empresas investigadas nas denúncias do mensalão. Uma das empresas seria o Banco Rural, que teria contado com a proteção de Aécio, segundo declarações de Delcídio.

Um dos emissários de Aécio seria o prefeito do Rio, que na época era secretário-geral do PSDB. Na delação, o senador cassado afirmou que o relatório final da CPMI dos Correios tinha “dados maquiados” da forma como foi aprovada. De acordo com Delcídio, Paes e Carlos Sampaio sabiam disso.

Quando o pedido de abertura de inquérito foi feito ao STF pela PGR, Eduardo Paes e Carlos Sampaio negaram as acusações de Delcídio com envio de notas.

Com esse, são dois inquéritos pedidos pela PGR que estão nas mãos de Gilmar Mendes, que, no primeiro caso, pediu a abertura da investigação, mas no dia seguinte devolveu ao procurador-geral da República para “reavaliação”. Mendes informou Janot que a defesa de Aécio fez explicações satisfatórias sobre as denúncias e que seria necessário a apresentação de novos fatos para embasar o pedido. (Com informações da Agência Brasil)

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Jose Orlando Benitez

Nem se trata de blindar o aécim. Gilmar
Mendes evitará até a morte qualquer investigação que leve ao mensalão
mineiro, e o motivo é obvio, de acordo com publicação de carta capital, o
nome dele está na lista de furnas. Perder
a credibilidade é menos pior que ser preso. E provavelmente os outros
ministros do supremo irão proteje-lo, pois se for preso mesmo, o resto
da reputação do STF vai para a lata do lixo.