De nomes consagrados nacionalmente a palavras que ajudaram a construir a identidade cultural do Estado de Goiás, esses escritores atravessaram gerações com narrativas que vão do regionalismo ao experimentalismo. A seguir, conheça e relembre alguns dos principais escritores goianos e/ou radicados em Goiás e o legado que deixaram para a literatura.

Bernardo Élis

Bernardo Élis: o escritor foi elogiado por Monteiro Lobato e Guimarães Rosa | Foto: Reprodução

Primeiro e único goiano a ingressar na Academia Brasileira de Letras, Bernardo Élis construiu uma obra ligada à realidade do interior. Nascido em Corumbá de Goiás, em 1915, destacou-se como romancista, contista e poeta, além de advogado e professor. Sua escrita relata as tensões políticas, as desigualdades sociais e a vida rural do Centro-Oeste. Entre seus sucessos está “O Tronco”, romance inspirado em conflitos regionais e posteriormente adaptado para o cinema. Já “Ermos e Gerais”, publicado em 1944, consolidou seu reconhecimento nacional. 

José J. Veiga

José J. Veiga, autor goiano, leva literatura para o mundo do realismo fantástico | Foto: Reprodução

Também nascido em Corumbá de Goiás, José J. Veiga levou a literatura goiana para o mundo. Com uma escrita realismo fantástico, ele explorou o absurdo e o simbólico em obras como “A hora dos ruminantes” e “Sombras de reis barbudos”. Apesar de estrear tardiamente, aos 44 anos, conquistou crítica e público. Seus livros ultrapassaram fronteiras e foram publicados em diversos países. Ao longo da carreira, ainda atuou como jornalista e comentarista internacional, recebendo o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Eli Brasiliense

Eli Brasiliense completaria 111 anos anos no próximo dia 18 de abril | Foto: Reprodução

Eli Brasiliense destacou-se por unir emoção e denúncia social em sua escrita. Nascido em território que hoje pertence ao Tocantins, quando ainda era Goiás, ele construiu uma obra marcada por paisagens, memória e crítica. Seu livro de estreia, “Pium – nos garimpos de Goiás”, revelou seu talento e foi reconhecido pelo prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos. Posteriormente, sua atuação também se estendeu à Academia Goiana de Letras, onde chegou à presidência. Além disso, seu livro “Rio Turuna”, foi o primeiro a vencer o primeiro concurso literário da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Cora Coralina

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985) | Foto: Divulgação

Símbolo da literatura feminina brasileira, Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas,mostrou que nunca é tarde para florescer. Nascida na Cidade de Goiás, publicou seu primeiro livro aos 75 anos: “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Sua escrita, que brotou da observação do cotidiano e da memória afetiva, valeu-lhe o título de intelectual do ano pela União Brasileira dos Escritores em 1983, com o “Prêmio Juca Pato” pelo livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”. No ano seguinte, foi nomeada para a Academia Goiana de Letras, ocupando a cadeira n.º 38 tornando-se uma das autoras mais admiradas do país.

Carmo Bernardes

Carmo Bernardes da Costa foi árduo defensor do cerrado | Foto: Reprodução

Nascido em Patos de Minas (MG) em 1915, mas radicado em Goiás, Carmo Bernardes fez da natureza e da memória os pilares de sua obra. Com uma escrita rica em detalhes, ele retratou a fauna, a flora e a vida rural com sensibilidade. Com uma vasta produção, destacam-se as “Rememórias” (Volume I e II), “Vida Mundo”, “Jurubatuba” e “Selva, bichos e gente”.

Miguel Jorge

Miguel Jorge, ex-presidente da UBE em Goiás, se destaca na literatura e crítica de arte | Foto: Reprodução

Na mesma linha de dedicação ao estado, Miguel Jorge, natural do Mato Grosso do Sul, chegou a Goiânia ainda criança e construiu uma obra numerosa e eclética. Transitando do romance à dramaturgia, da poesia ao roteiro de cinema, viu seu livro “Veias e Vinhas” ser adaptado para as telas. Sua atuação transcende a escrita, pois foi por duas vezes presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) em Goiás e integra como crítico de arte a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).

Hugo de Carvalho Ramos

Hugo de Carvalho Ramos deixou sua marca na literatura em apenas 25 anos de vida | Foto: Reprodução

Mesmo com uma vida breve, Hugo de Carvalho Ramos deixou uma marca profunda. Nascido na cidade de Goiás em 1895, o escritor faleceu precocemente aos 25 anos no Rio de Janeiro. Em 1917, publicou “Tropas e Boiadas”, uma coletânea de contos de inspiração sertaneja que se tornou um marco do regionalismo brasileiro. Sua memória, no entanto, é eternizada com a Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, que, criada em 1944 pelo primeiro prefeito de Goiânia, é o prêmio literário brasileiro mais antigo em vigor, tendo editado mais de 100 livros e lançado inúmeros talentos.

Gilberto Mendonça Teles

Professor-fundador da UFG, Gilberto Mendonça Teles também estruturou o Centro de Estudos Brasileiros

Reconhecido como um dos grandes nomes da poesia brasileira, Gilberto Mendonça Teles nasceu em Bela Vista de Goiás em 1931 e realizou toda sua formação acadêmica em Goiânia. Sua estreia veio com “Alvorada” em 1955, e logo no ano seguinte conquistou o Prêmio Félix de Bulhões da Academia Goiana de Letras com “Estrela-D`Alva”, sendo posteriormente eleito Príncipe dos Poetas Goianos. Foi também professor-fundador da Universidade Católica e da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde estruturou o Centro de Estudos Brasileiros, uma iniciativa de vanguarda que foi cerceada pelos militares em 1964.

Cida Almeida

Cida Almeida utiliza a internet para difundir sua produção poética | Foto: Reprodução

Representando a nova geração, Cida Almeida traz uma escrita que dialoga com o presente. Com formação em Jornalismo e Direito pela UFG. Cida encontrou na internet o meio para difundir sua produção poética. A recepção calorosa do público no portal Overmundo a incentivou a publicar “Flor da Pedra” pela Lei de Incentivo à Cultura. Em 2025, apresentou em Goiânia o monólogo “Sonhei com a Minha Mãe”, texto escrito e interpretado por ela mesma.

Lêda Selma

Lêda Selma, acumula 16 livros publicados e uma carreira literária de sucesso | Foto: Reprodução

A baiana “naturalizada” goianiense Lêda Selma acumula 16 livros publicados e já presidiu a Academia Goiana de Letras. Sua escrita é marcada pela musicalidade e valorização da goianidade, tendo recebido o Prêmio Jaburu 2020, a mais alta comenda cultural do estado. Entre suas obras mais famosas estão “Sombras e Sobras”; “Migração das horas”; “À Deriva” e “A dor da gente”.

Leodegária de Jesus

Primeira mulher a publicar um livro em Goiás, Leodegária abriu caminhos na literatura | Foto: Reprodução

Primeira mulher a publicar um livro em Goiás, Leodegária nasceu em Caldas Novas em 1889 e abriu caminhos para gerações futuras. Aos 17 anos, lançou “Corôa de Lyrios”, uma obra de vertente romântica. Foi redatora do jornal “A Rosa” ao lado de Cora Coralina em 1907 e, após sua morte, tornou-se patronesse da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em uma homenagem póstuma, a Universidade Federal de Goiás (UFG) concedeu-lhe o título de Doutora Honoris Causa in memoriam.

Basileu Toledo França

Jornalista e escritor, Basileu Toledo França deixou seu legado em Goiânia | Foto: Reprodução

Basileu Toledo França, jornalista, escritor e historiador nascido em Jataí, foi um agente cultural. Atuou como vereador em São José do Rio Preto (SP), mas foi em Goiânia, a partir de 1955, que consolidou seu trabalho, fundando o Instituto França ao lado da esposa Ada. Membro da Academia Goiana de Letras, diretor do Instituto Histórico e Geográfico e professor da UFG, sua obra é vasta, com títulos como “Pioneiros”, “Jagunços e Capangueiros” e “Velhas Escolas”.

Heleno Godoy

Heleno Godoy se destaca na literatura acadêmica e experimental desde 1968 | Foto: Reprodução

Heleno Godoy, nascido em Goiatuba em 1946, representa a literatura acadêmica e experimental. Professor de Literatura Inglesa na UFG e Teoria da Literatura na PUC-Goiás, ele estreou na poesia com “Os veículos” em 1968 e surpreendeu a crítica com seu único romance, “As lesmas”, considerado um marco de vanguarda.

Afonso Félix de Sousa

Afonso Félix de Sousa foi um poeta e jornalista goiano com 18 livros publicados | Foto: Reprodução

Nascido em Jaraguá, em 1925, Afonso Félix de Sousa foi um poeta, jornalista e escritor. Desde a estreia com “O túnel”, em 1948, construiu uma obra sólida, com 18 livros publicados. Além disso, participou ativamente da organização literária do estado ao fundar, em 1946, a Associação Brasileira de Escritores – Seção Goiás. Premiado diversas vezes, acumulou reconhecimentos, como o Prêmio Nacional de Poesia da Academia Brasileira de Letras (2002), consolidando-se como referência. Entre suas obras destacam-se “Do sonho e da esfinge”, “O amoroso e a terra”, “O memorial do errante” e “Íntima parábola”.

Valdivino Braz

Valdivino Braz se destaca na literatura brasileira com seus livros | Foto: Reprodução

Natural de Buriti Alegre, Valdivino Braz construiu uma carreira marcada pela consistência e pelo reconhecimento crítico. Com 16 livros publicados, muitos deles premiados, destacou-se com obras como “As Faces da Faca” e “Tessitura do Ser”. Sua produção transita entre poesia, contos e romance, revelando um autor versátil e conectado às inquietações humanas. 

Delermando Vieira conquistou o coração dos leitores com sua prosa sombria | Foto: Reprodução

Delermando Vieira

Com uma escrita marcada pelo tom  sombrio e enigmático, Delermando Vieira, nascido em Caldas Novas em 1950, conquistou leitores com obras densas e reflexivas. “A Corda & o Abismo”, vencedor do Prêmio Hugo de Carvalho Ramos, sintetiza bem sua estética, que também se manifesta em títulos como “Como Pássaros Suspensos no Jardim do Tempo”, “A Luz das Velas de Sebo”, “Os Labirintos do Novelo” e “Os Deuses Malditos”.

Carlos Willian Leite

Jornalista e poeta, Carlos Willian Leite também edita a influente “Revista Bula” | Foto: Reprodução

Carlos Willian Leite, um jornalista, poeta, escritor e editor natural de Iporá. Sua atuação é multifacetada: além de eleito para a Academia Goiana de Letras (AGL), ele é o editor da conceituada “Revista Bula”, dedicada ao jornalismo cultural. Formado em Comunicação Social e Teosofia, ele acumula mais de cinquenta prêmios. Entre seus livros, merecem destaque “Intempéries do Vento”, ganhador do Prêmio Cora Coralina (1999), e “Noves Fora: Nada”, vencedor do Prêmio Walmir Ayala.

Rosarita Fleury

Maria do Rosário é a primeira goiana a receber o Prêmio Júlia Lopes de Almeida em 1959 | Foto: Reprodução

Nascida na cidade de Goiás em 27 de outubro de 1913, Maria do Rosário, como também era chamada, foi poeta, escritora e biógrafa, além de uma das idealizadoras da Academia Feminina de Letras e Artes (Aflag). Em 1969, ingressou na Academia Goiana de Letras (AGL). Contudo, foi em 1958 que alcançou destaque nacional com o lançamento do romance “Elos da Mesma Corrente”, uma obra que abordava o tema do feminismo com pioneirismo. Por esse trabalho, recebeu, em 1959, o Prêmio Júlia Lopes de Almeida, da Academia Brasileira de Letras (ABL), marcando a primeira vez que a instituição premiava um escritor goiano. Além disso, sua produção inclui “Sombras em marcha” e biografias como “Leodegária de Jesus (estudos)”, “Heitor Moraes Fleury” e “Jarbas Jayme”.

Augusta Faro

Augusta Faro produz poesia infantil goiana desde 1990 | Foto: Reprodução

Com uma produção que atravessa poesia, contos e literatura infantil, Augusta Faro nasceu em Goiânia em 4 de novembro de 1948. Formada em Pedagogia pela UFG e mestre em Literatura pela mesma universidade, ela é membra da Academia Goianiense de Letras (AGnL) e da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (AFLAG), tendo presidido esta última. Seu livro “A Friagem”, de 1998, recebeu o reconhecimento da crítica especializada e chegou a ser adotado em vestibulares. Seu livro “O azul é do céu”, de 1990, é considerado o primeiro livro de poesia infantil goiano. 

Waldomiro Bariani Ortêncio

Autor de mais de 50 livros, Waldomiro deixa um legado sobre a cultura goiana | Foto: Reprodução

Waldomiro Bariani Ortêncio, um escritor, folclorista e compositor que, embora natural de São Paulo, adotou Goiás como sua terra desde os quinze anos. Sua obra foca na compreensão da cultura goiana, pois dedica-se a registrar seus aspectos mais autênticos. Além de escritor, foi comerciante, seu Bazar Paulistinha, no bairro Campinas, tornou-se célebre, e, curiosamente, goleiro do Atlético Clube Goianiense. Faleceu aos 100 anos, em 15 de dezembro de 2023, deixando um legado de mais de 50 livros. Entre eles “A Cozinha Goiana” (1967), “Dicionário do Brasil Central” (1983) e “Medicine Popular do Centro-Oeste” (1997). Seu primeiro livro, “O que foi pelo Sertão”, publicado em 1956, recebeu o prêmio Americano do Brasil pela Academia Goiana de Letras, instituição que o acolheria cinco anos depois.

Leonardo Teixeira

Leonardo Teixeira é um poeta, contista e violeiro formado em Direito pela Universidade Federal de Goiás. Sua produção literária inclui “Mergulhando no Pensamento” (poesias críticas, 1998), “Afinadores de piano” (contos, 2003) e “Contos, Causos e Histórias”, obra que transita entre a tradição oral e a escrita erudita.

Érico Curado

Publicação de “Iluminuras” em 1913 revela tendências do nefelibatismo na obra de Érico | Foto: Reprodução

Nascido em Pirenópolis em 18 de maio de 1880, Érico foi advogado, promotor e jornalista, ele é lembrado sobretudo como “O Pioneiro da Escola Simbolista de Goiás”. Seu livro de poemas “Iluminuras”, publicado em 1913, já demonstrava tendências ao nefelibatismo, uma corrente literária que privilegiava o conteúdo em detrimento da forma. Quarenta anos depois, publicou “Poesias”, obra que recebeu o prêmio da bolsa de publicações Hugo de Carvalho Ramos, da UBE-GO.

Luiz de Aquino

Obras notáveis de Luiz de Aquino incluem “O cerco” e “A noite dormiu mais cedo” | Foto: Reprodução

Nascido em Goiás em 1945, Luiz de Aquino é autor de cerca de 30 livros, ele é contista e cronista, tendo estudado no Rio de Janeiro e se fixado em Goiânia. Graduado em Geografia pela Universidade Católica de Goiás, é membro da União Brasileira de Escritores, da Academia Goiana de Letras e do Sindicato de Escritores do Rio de Janeiro. Sua vasta produção inclui “O cerco”, “De amor e pele”, “Poemas de amor e terra” e “A noite dormiu mais cedo”.

Darcy França Denófrio

Darcy França Denófrio fez uma vida dedicada à literatura e à educação | Foto: Reprodução

Darcy França Denófrio, nasceu na fazenda Nova Aurora, então município de Jataí, em 21 de julho de 1936. Poetisa, ensaísta, crítica literária e educadora, ela dedicou trinta anos ao magistério, destacando-se como professora de Teoria Literária na UFG. Entre suas obras, destacam-se “O poema do poema em Gilberto Mendonça Teles”, “A obra Poética de Afonso Felix de Sousa: dois estudos” (1991), “Melhores poemas Cora Coralina” (2004) e “O redemoinho do lírico: estudos sobre a poesia de Gilberto Mendonça Teles” (2005).

José Godoy Garcia

Obras de José Godoy Garcia celebram a beleza da natureza e do homem | Foto: Reprodução

Natural de Jataí em 1918, José Godoy Garcia foi advogado e escritor. Ele ganhou o Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos com seu livro “Rio do Sono”. Sua obra é conhecida por retratar a beleza e a simplicidade do homem, dos animais e da natureza, em títulos como “O Caminho de Trombas”, “Araguaia Mansidão”, “Aqui é a Terra” e “O Aprendiz de Feiticeiro”.

Salomão Sousa

Salomão Sousa realizou estreia literária em 1979 | Foto: Reprodução

Nascido em Silvânia em 1952, Salomão Sousa é formado em Jornalismo pelo Ceub, e estreou em 1979 com “A Moenda dos Dias”, obra que mereceu resenha na revista da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Membro de diversas academias, sua produção inclui “Falo”, “Estoque de Relâmpagos”, “Ruínas ao Sol”, “Momento Crítico: Textos Críticos, Crônicas e Aforismos” e “Desmanche I”.

Tagore Biram

Tagore Biram estreou na literatura com “Flauta Noturna” em 1981 | Foto: Reprodução

Tagore Biram usa o pseudônimo de Ubiratan Moreira, em homenagem ao poeta indiano Rabindranath Tagore. Nascido em 1958, em Olho D’Água, ele estreou em 1981 com “Flauta Noturna”. Contudo, foi em 1987 que alcançou grande destaque ao conquistar o Prêmio Cora Coralina de Poesia com “O Anjo Desafinado”, obra que se tornou seu divisor de águas poéticas. Aliás, o poema “Prólogo”, desse livro, foi declamado por ele em Moscou, em 1985, durante o Festival Internacional da Juventude. Posteriormente, no Chile, recebeu o prêmio literário Cidade de Concepción e publicou “El Enderezador de Vientos” e “Poesia Pasajera”.

Obras de Pio Vargas ainda inspiram novas gerações | Foto: Reprodução

Pio Vargas

Uma trajetória breve, mas intensa, é a de Pio Vargas, nascido em Iporá em 1964. Ele morreu precocemente em 1991, mas deixou as obras “Janelas do espontâneo”, “Anatomia do gesto” e “Os novelos do acaso”. Atuou na diretoria da UBE-GO e na Secretaria de Cultura do Estado, promovendo recitais e festivais pelo interior de Goiás.

Maria Helena Chein é uma referência na literatura e na imprensa goiana | Foto: Reprodução

Maria Helena Chein

Com forte presença na imprensa e na literatura, Maria Helena Chein, nasceu em Goiânia em 29 de janeiro de 1942. Graduada em Filosofia e em Letras Vernáculas, ela ganhou a Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos em 1974 com “Do olhar e do querer”. Assídua colaboradora da imprensa goiana, sua obra inclui “Nos limites do outro”, “Transparência”, “Margaridas roxas”, “Entremonstros” e “Amanhã depois das oito”.

Heloisa Helena Campos Borges

Escritora e professora, Heloisa mescla poesia, crônicas e ensaios em sua obra | Foto: Reprodução

Heloisa, também goianiense de 1948, é escritora, professora, tradutora, poetisa e crítica literária. Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, onde ocupou a presidência por três mandatos, ela possui inúmeros trabalhos publicados em revistas da UFG e jornais locais. Entre poesia, crônicas e ensaios, publicou “Quinquilharias”, “Muitas luas” e “A fome do mundo & outras crônicas”. Em 2006, recebeu o Prêmio Colemar Natal e Silva, da Academia Goiana de Letras, por “Mais que simples palavras”.

Itaney Francisco Campos

Com formação em Direito e Letras, Itaney contribui para o jornalismo literário | Foto: Reprodução

Nascido em Uruaçu em 1951, Itaney é escritor, poeta, contista e desembargador do TJGO, membro da Academia Goiana de Letras (cadeira 37) e da UBE. Graduado em Direito pela UFG, cursou também Letras por dois anos. Foi diretor do jornal ‘O Magistrado’ e escreveu “Notícias Históricas de Campinas” e “Inventário do Abstrato”, além de “Sobrepartilha da Tarde – Textos Recolhidos” e “Avenida Araguaia – Rio de Memória”.

Geraldo Coelho Vaz

Obras poéticas de Geraldo Vaz marcam a literatura goiana | Foto: Reprodução

Geraldo Vaz nasceu em Goiânia em 1940. Historiador, advogado, jornalista e gestor cultural, ele é autor de diversos livros de poesia e membro da Academia Goiana de Letras. Foi eleito duas vezes presidente da UBE-GO e, em 2004, recebeu a medalha “Hugo de Carvalho Ramos” e o prêmio Clio de História com o livro “Senador Canedo – vida e obra”. Entre seus títulos, estão “Vultos Catalanos”, “Poema da Ascensão”, “Águas do Passado” e “Re(vi)vendo”.

Maria José Silveira

O legado literário de Maria José Silveira abrange temas como família e história cultural | Foto: Reprodução

Nascida em Jaraguá em 1947, Maria José Silveira é escritora, tradutora e editora. Autora de dezenas de livros para crianças, jovens e adultos, ela recebeu o prêmio Revelação da APCA por seu romance de estreia, “A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas” (2002), e foi finalista do Jabuti e do Oceanos com “Maria Altamira” (2020). Sua obra inclui ainda “O fantasma de Luís Buñuel” e “Eleanor Marx, filha de Karl”.

Alaor Barbosa

Alaor Barbosa revolucionou a literatura urbana em Goiás | Foto: Reprodução

Alaor Barbosa nasceu em Morrinhos em 1940. Contista, romancista, ensaísta, jornalista e advogado, ele é mestre em Literatura Brasileira pela UnB. Seus contos, a partir de 1964, anteciparam uma renovação do gênero em Goiás, com temática mais urbana e introspectiva. Entre seus livros, estão “A morte de Cornélio Tabajara” (1998), “Mistérios do nego-dado Bertolino d’Abadia”, “Memórias do nego-dado Bertolino d´Abadia”, “Vasto mundo” e “Contos e novelas reunidos: A espantosa realidade, Picumãs, Os rios da coragem, Gente de Imbaúbas”.

Antônio José de Moura

Antônio José de Moura constrói carreira como jornalista e escritor | Foto: Reprodução

Nascido em Mambaí em 1944, Antônio José de Moura é reconhecido como um dos importantes nomes da literatura goiana, ele é bacharel em Direito pela UFG e trabalhou como jornalista por mais de 20 anos. Membro da Academia Goiana de Letras, seus livros mais conhecidos são “Dias de Fogo”, “Quilômetro Um”, “Cenas de Amor Perdido” e “Sete Léguas de Paraíso”.

Antônio Geraldo Ramos Jubé

Obras de Antônio Geraldo Ramos Jubé exploram temas universais e refletem a cultura brasileira | Foto: Reprodução

Antônio Geraldo Ramos Jubé, nascido na cidade de Goiás em 1927, graduou-se em Direito e em Letras Neolatinas. Foi professor de Literatura na PUC-GO e colaborou com os Cadernos de estudos brasileiros. Entre seus livros, estão “Duas elegias” (1948), “Últimos poemas”, “Iara” (1954), “Flauta andarilha e outros poemas” (1984), “Lira-vilaboense” (1984) e o póstumo “Terra verde” (2012).

José Décio Filho

José Décio Filho deixou legado literário em “Poemas e elegias” | Foto: Reprodução

José Décio Filho, nascido em Posse em 1918, faleceu na cidade de Goiás em 1976. Escreveu um único livro, “Poemas e elegias”, que teve três edições, a primeira em 1953, pela Bolsa de Publicações “Hugo de Carvalho Ramos”. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Escritores, seção de Goiás.

André de Leones

Lançamento de ‘Eufrates’ coloca André de Leones entre os melhores do ano | Foto: Reprodução

A cena contemporânea ganhou fôlego com André de Leones, nascido em Goiânia em 1980. Graduado em Filosofia pela PUC-SP, é resenhista do jornal O Estado de S. Paulo. Em 2006, venceu o Prêmio Sesc de Literatura com seu romance de estreia, “Hoje está um dia morto”. Em 2018, lançou “Eufrates”, considerado um dos melhores do ano pelo Estadão, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, do Jabuti e semifinalista do Oceanos.

Gabriel Nascente

Gabriel Nascente se destaca com sua escrita versátil | Foto: Reprodução

Gabriel Nascente, goianiense de 1950, é jornalista e autor de quase três dezenas de livros, em sua maioria poesia. Escreveu e editou mais de 60 livros, transitando pelo ensaio, ficção, reportagens e crônicas. Aos 16 anos, publicou seu primeiro livro, “Os Gatos”. Em 1996, conquistou o prestigiado prêmio “Cruz e Sousa de Literatura” com “A lira da lida”.

Edival Lourenço

Edival Lourenço acumula 50 prêmios literários | Foto: Reprodução

Edival Lourenço, nascido em Iporá em 1952, é romancista, poeta, cronista e contista. Formado em Direito, foi secretário da Cultura de Goiás. Participa de mais de 15 antologias e acumula cerca de 50 premiações, como o Troféu Tiokô de Literatura-Prosa (1992). Entre seus livros, destacam-se “Estação do cio”, “Naqueles morros, depois da chuva: o jogo do diabolô”, “Mundocaia: estórias”, “O elefante do cego” e “Pela alvorada dos Nirvanas”.

Adalberto de Queiroz

Trajetória literária de Beto Queiroz reflete sua diversidade acadêmica e artística | Foto: Reprodução

Adalberto de Queiroz, nascido em Goiânia em 1955, é poeta e jornalista. Membro da Academia Goiana de Letras e da Academia Goianiense de Letras, utiliza também o pseudônimo Beto Queiroz. Graduado em Física e Comunicação Social, com especialização em Estudos Medievais nos EUA. Publicou “Frágil Armação” (1985), “Destino Palavra”, “O Rio Incontornável”, entre outros.

Ademir Luiz da Silva

UBE Seção Goiás é liderada por Ademir Luiz da Silva | Foto: Reprodução

Ademir Luiz da Silva, goianiense de 1976, é presidente da UBE Seção Goiás e ocupa a cadeira 31 da AGL. Doutor em História pela UFG, seu trabalho de doutoramento foi indicado ao Prêmio Capes de Teses 2009. É autor do romance “Hirudo Medicinallis – Carta aberta de um vampiro de brinquedo ao espectro de Orson Welles”, vencedor da Bolsa de Publicações Cora Coralina de 2002.

Tarsilla Couto de Brito

Autora do livro “A mulher que nasceu sem metafísica”, Tarsilla publicou a obra em 2021 | Foto: Reprodução

Tarsilla Couto de Brito, nascida em Goiânia em 1975, é professora de Teoria, Crítica e Ensino de Literatura na UFG. Com mestrado e doutorado pela Unicamp, publicou “A mulher que nasceu sem metafísica” (2021) e, em coautoria, “Coisas que as máquinas não podem fazer” (2021).

Clara Dawn

Romance de Clara Dawn revela os encantos e mistérios de Pirenópolis | Foto: Reprodução

Clara Dawn, escritora, psicanalista e neuropsicopedagoga, é autora de mais de 7 livros, com destaque para o romance “O Cortador de Hóstias”, ambientado em Pirenópolis. Fundadora do Portal Raízes e do Instituto de Pesquisas Arthur Miranda (IPAM), atuou por 8 anos na comissão de projetos culturais de Goiânia.

Denise de Godói Carvalho 

Denise de Godói Carvalho, goianiense de 1948, é advogada e licenciada em Música pela UFG. Realiza trabalho interdisciplinar com Música e Literatura. Publicou “Primeira posição” (poesia) e é membro da UBE-GO.

Edmar Guimarães

Obras de Edmar Guimarães refletem sua paixão pela Língua Portuguesa | Foto: Reprodução

Edmar Guimarães, nascido em Goiânia em 1968, é formado em Letras Neolatinas pela UFG e pós-graduado em Língua Portuguesa e Literatura. Membro da UBE-GO, escreveu “Caderno” (2000), “Desenho de sol” (2002), “Cápsulas dos dias” (2009), “Águas de Claudel” (2011), “Plaquetes” (2012) e “O verbo ser” (2024).

Nilson Gomes Jaime

Nilson Gomes Jaime é referência na genealogia da família Jaime em Goiás | Foto: Reprodução

Nilson Gomes Jaime, goiano de Palmeiras de Goiás, nascido em 1962, é doutor em Agronomia e vice-presidente da Associação  Goiana de Imprensa (AGI). É conhecido por sua obra monumental “Família Jaime: Genealogia e História”, além de “Frederico Jayme Filho: 50 anos de vida pública” e “Resenhas e Ensaios”.

Elizabeth Abreu Caldeira Brito

Obras de Elizabeth Abreu refletem sua conexão com a arte e cultura | Foto: Reprodução

Elizabeth Abreu Caldeira Brito, escritora e mestra em Letras, é sócia do Icebe, Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (AFLAG), Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) e Academia Goianiense de Letras. Publicou cerca de 15 livros, com poemas em publicações na América Latina e Europa. Entre eles, “Dimensões do viver”, “Quatro poetas goianos e um pintor francês” e “O Avesso das horas e outros”.

Flávio Carneiro

Flávio Carneiro transformou palavras em prêmios | Foto: Reprodução

Flávio Carneiro, goianiense nascido em 1962, é escritor, crítico literário e roteirista. Concluiu o mestrado e o doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Recebeu o selo Seleção da Cátedra Unesco de leitura por “Paisagem com segredo” (2022), o Prêmio Jabuti por “Histórias ao redor” (2020) e o Prêmio Barco a Vapor por “A distância das coisas” (2008).

Brasigóis Felício

Brasigóis Felício reúne contos e poemas publicados no Brasil e no exterior | Foto: Reprodução

Brasigóis Felício, nascido em Aloândia em 1950, tem 20 livros publicados em diversos gêneros. Trabalhou como repórter e editor e integrou diversos contos e poemas publicados no Brasil e no exterior. Membro da Academia Goiana de Letras, UBE-GO e IHGG. Suas obras incluem “Hotel do tempo”, “Monólogos da Angústia”, “Viver é devagar” e “Memória da solidão”.

Itamar Pires 

Itamar Pires revela sua visão poética em “As Palavras” e outros livros | Foto: Reprodução

Itamar Pires, goianiense nascido em 1960, é jornalista e escritor com 8 livros publicados. Mestre em Arte e Cultura Visual pela UFG, ganhou os Prêmios Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos e José Décio Filho. Seus livros mais conhecidos são “A Arte de Pintar Elefantes”, “Canção do Amor Irônico” e “As Palavras”.

Cássia Fernandes se destaca na literatura com lançamento de antologia em 2025 | Foto: Reprodução

Cássia Fernandes

Cássia Fernandes nasceu em Pontalina e mudou-se para Goiânia para estudar Jornalismo na UFG. Abriu o blog Almofariz em 2005. Lançou em 2025 a antologia de crônicas “Uma Maluca Com Lupa” e seu livro mais conhecido é “Almofariz do Tempo”.

Maria Abádia da Silva

Escritora premiada, Maria Abádia destaca-se com obras como “Espaços” e “Cabeça Cauda” | Foto: Reprodução

Maria Abádia da Silva, com mais de trinta anos em gestão cultural, é membro da Academia Goiana de Letras (cadeira n.30), do IHGG e da UBE-GO. Escritora premiada, destacam-se “Espaços” (Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, 1980), “Cabeça Cauda” (Prêmio Bolsa José Décio Filho, 1986, e Prêmio Nacional Fundação Banco do Brasil, 1987), “Desamario” e “A arte poética de Confaloni”.

Maria Luísa Ribeiro

Maria Luísa Ribeiro é uma multifacetada advogada que encanta com sua poesia e prosa | Foto: Reprodução

Maria Luísa Ribeiro, goianiense, é advogada e licenciada em Letras. Presidiu a UBE-GO e atualmente preside a Academia Goianiense de Letras. Autora de vários livros de poesia, contos, romance e literatura infantil, como “O tempo responde”, “O Domador do Rio”, “O Leve Peso da Sombra”, “Veneno de Lagartixa”, “O Anjinho que falava Palavrão”, “Gata”, “Os Cordeiros do Abismo”, “Mergulho dos Poros” e “Lira de Luas”.

Pettras Federico Di Felicio e Franco

Pettras Federico Di Felicio emergiu nas escolas de Goiás | Foto: Reprodução

Pettras Federico Di Felicio e Franco, goianiense, é professor de literatura em colégios da rede particular de ensino de Goiás. Seus textos estão presentes em antologias como a do Prêmio BEG de Literatura. Escreveu “Como a doença e a cura – relatos do inferno e de outras moradas”.

Roberto Fleury Curado

Roberto Fleury Curado, nascido em Goiânia em 1942, seguiu carreira bancária, mas três acidentes automobilísticos o levaram à aposentadoria precoce. Deixou inédito o romance “A mão do pecado” e escreveu “Cemitério de gritos”.

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