Gestão Iris terá que explicar pagamento de curso em SP de R$100 mil a servidoras

Autorização do gasto foi publicada no DOM. Vereadores questionam legalidade do investimento e relevância da especialização em momento de crise financeira

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) terá que prestar esclarecimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, que investiga irregularidades na Saúde de Goiânia, sobre o pagamento de R$ 54 mil por ano para mestrado de duas servidoras municipais.

Requerimento aprovado em reunião na manhã desta segunda-feira (6/11) pelos vereadores do colegiado pede explicações sobre o gasto que soma R$ 108 mil ao ano, por um período de dois anos

Segundo documentos obtidos pela CEI a despesa foi autorizada pela secretária Fátima Mrué e publicada no Diário Oficial do Município. O dinheiro é para pagar cursos em Direito da Saúde a duas funcionárias, pelo Instituto Superior de Educação Santa Cecília, na cidade de Santos, em São Paulo.

“Queremos saber por que elas receberam esse benefício, quais foram os critérios utilizados e se o procedimento é legal. O incentivo que o serviço público oferece ao funcionário é uma licença, não o pagamento do curso. O custo total é de R$ 108mil enquanto a secretaria deixa de custear serviços básicos para a população alegando falta de dinheiro”, afirma o vereador Elias Vaz (PSB), relator da CEI.

Também foi aprovado requerimento de pedido de sindicância, para saber por que 133 médicos estão lotados na Superintendência de Regulação do Município enquanto faltam profissionais nas unidades de saúde. Em diligência na última quarta-feira (1/11), os vereadores encontraram apenas quatro médicos trabalhando.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e a matéria será atualizada assim que obtiver resposta.

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