Gestão Iris se nega a apresentar proposta de data-base e ameaça atrasar salários

Reunião entre servidores e secretários terminou sem consenso, pois prefeitura insiste no argumento da crise 

A reunião entre os servidores e a gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) da última quarta-feira (24/8) terminou, mais uma vez, sem acordo. Isso porque os secretários Samuel Almeida (Governo), Oseias Pacheco (Finanças) e Rodrigo Melo (Administração) não apresentaram nada de concreto ao movimento que exige o pagamento da data-base de 2017.

Integrantes do movimento “Reaja, servidor” revelaram ao Jornal Opção que, sob a justificativa de “crise financeira”, a prefeitura não pagará a reposição salarial — que deveria estar sendo paga desde maio deste ano.

Inclusive, os secretários disseram que, caso o direito seja concedido, o pagamento dos salários dos servidores atrasará.

Uma nova reunião foi marcada para a próxima segunda-feira (28/8), quando a gestão Iris “comprovará” que não há capacidade financeira. Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários da Fiscalização Municipal de Goiânia (Sindiffisc), Ricardo Manzi, não houve um avanço sequer nas negociações. “Nem na questão da data-base, nem nas outras pautas”, lamentou.

Vale ressaltar que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) garantiu que a Prefeitura de Goiânia tem sim condições de dar reajuste de até 20% para os servidores municipais sem descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — percentual muito acima do que é pedido pelas categorias, de apenas 4,08%.

Manobra

Desde o início do movimento “Reaja, servidor”, a gestão Iris tem tentado enfraquecê-lo. Representantes de 14 sindicatos municipais denunciaram, no dia 17, uma tentativa de desarticular os servidores que exigem o pagamento da data-base e uma série de direitos.

Em assembleia no Paço Municipal, o grupo aguardava uma audiência com o prefeito quando descobriu que um sindicado, o SindiGoiânia, negociava de forma independente com o Executivo.

Durante discurso, o presidente da Central Única de Trabalhadores em Goiás (CUT Goiás), Mauro Rubem, condenou a ação da gestão Iris.

“Manobrou, fez a política velha de sempre, chamou sindicalistas pelegos para espernear em cima dos direitos dos servidores. A luta continua”, avisou.

Legalmente, o prefeito deveria ter encaminhado à Câmara o projeto de reposição salarial até o dia 1º de maio. Até então, a gestão Iris tem alegado “dificuldade” em pagar a folha salarial e se nega a encaminhar o reajuste de 4,08% da inflação com retroativo a maio.

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rachan

Funcionalismo público, diferentemente do restante do trabalhador brasileiro, tem seguro contra o desemprego, que se chama estabilidade do servidor público, que pode comprometer a qualidade do serviço público oferecida à população. A dúvida é até quando…. Um mal político a população consegue destituí-lo do cargo após 4 anos através das urnas, e o func….

goiano

Não era esses menos funcionários que falavam…que o Vanderlan ia fazer isso.