Gestão Iris e aliados seguem investigados na operação de desvio no Mutirama

Mesmo após denúncias apresentadas, nenhuma investigação foi arquivada e grupo especial do MP continua apurando mais irregularidades

Sebastião Peixoto e Alexandre Magalhães: Ex e atual presidente da Agetul | Fotos: Divulgação

O atual presidente da Agência Municipal de Turismo e Lazer (Agetul) da Prefeitura de Goiânia, Alexandre Magalhães, o ex-presidente do mesmo órgão e atual presidente do Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Sebastião Peixoto, e seu filho, o vereador do PMDB Wellington Peixoto, continuam sendo investigados da operação Multigrana.

Na manhã desta sexta-feira (25/8), o Ministério Público ofereceu denúncia contra dez envolvidos no esquema de desvios de dinheiro advindos de ingressos dos parques Mutirama e Zoológico. O ministério Publico denunciou os envolvidos pelos crimes de peculato e organização criminosa. 

Além do que foi encaminhado à Justiça, as investigações continuam e, segundo o promotor Ramiro Carpenedo, ao menos outras duas denúncias ainda devem ser apresentadas. De acordo com o MP, não foi arquivada investigação contra nenhum dos alvos. Além dos dois secretários da gestão Iris Rezende (PMDB) e do vereador do PMDB, funcionários e diretores atuais e de gestões passadas da Agetul ainda são alvos da operação. 

As denúncias apresentadas nesta sexta (25) focaram em irregularidades constatadas durante a gestão de Dário Paiva na Agetul, entre maio e dezembro de 2016. “Mas isso não quer dizer que não existiram irregularidades antes e depois disso. Sabemos que o esquema existia ao menos desde 2014 e que sobreviveu a mudanças de gestão, por isso as investigações continuam”, disse o promotor em coletiva de imprensa.

Áudios de grampos telefônicos, documentação e materiais apreendidos pela força-tarefa da operação, dão indícios de que o dinheiro desviado do esquema era utilizados em benefício próprio de funcionários, diretores e demais beneficiários, bem como desviados para fins políticos e eleitorais.

Esquema

Segundo investigação, o esquema aproveitava-se da precariedade na organização da bilheteria do parque e do zoológico para fraudar a emissão de bilhetes e desviar a verba dos ingressos, sempre pagos em dinheiro.

Caso os bilhetes utilizados fossem descartados de forma intacta eram reaproveitados e “vendidos” novamente e, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficava para a organização criminosa.

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