Gestão Iris discute possibilidade de fechamento total da Marginal Botafogo

Prefeitura terá 15 dias para decidir se irá optar ou não pela interdição total da via, até que ela seja reconstruída

A possibilidade de fechamento total da Marginal Botafogo foi debatida durante reunião nesta quinta-feira (8/3), no Paço Municipal.

Na ocasião, foi estabelecido um prazo de 15 dias para que seja realizada uma análise quanto à possibilidade de interdição total da via para sua reconstrução. Também foi discutido a necessidade de um projeto do Executivo que detalhe o evidente risco de desastre.

Estavam presentes, além do prefeito Iris Rezende, o vereador Cabo Senna, o secretário da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Francisco Ivo, além de representantes da Defesa Civil Municipal, da Defesa Civil de Brasília e da Agência da Guarda Civil Metropolitana (AGCM).

Com o caos instalado na Marginal Botafogo, a vereadora Sabrina Garcêz (PMB) decidiu nesta semana pedir, formalmente, que a gestão interdite completamente a via até que uma solução definitiva para os inúmeros problemas seja apresentada.

Desde o ano passado, vários trechos da importante pista têm desabado com as fortes chuvas que atingem a capital, colocando motoristas em risco. Alegando crise financeira, a Prefeitura de Goiânia só tem feito intervenções pontuais e, como o próprio secretário de Infraestrutura, Francisco Ivo, reconhece, não permanentes.

Na última segunda-feira (5/3), a Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) decidiu reduzir a velocidade na Marginal Botafogo de 80 km/h para 60 km/h enquanto reparos são realizados em 15 pontos considerados críticos.

Após audiência pública realizada nesta quarta-feira (7), com a presença de especialistas, representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Conselho Regional de Engenharias e Agronomia (Crea-GO), bem como técnicos da própria gestão municipal, Sabrina Garcêz concluiu que a situação está insustentável.

No entanto, a própria gestão reconhece que, para uma obra definitiva, serão necessários materiais que não há disponível na prefeitura, o que culminaria em um processo licitatório (que toma tempo), além do alto valor estimado: cerca de R$ 30 milhões.

“Diante disso, fica clara a inevitabilidade do fechamento total da Marginal Botafogo e da realização de um estudo mínimo para saber o quão comprometida está a via”, explicou a vereadora.

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