“Gera benefícios e retorna ao Estado”, diz diretor da Hypera sobre incentivos fiscais

Armando Luiz Ferreira responde a oitiva na CPI que apura a concessão de descontos em ICMS em Goiás

Diretor tributário da Hypera é o terceiro escutado na tarde desta segunda-feira, 9 | Foto: Francisco Costa/Jornal Opção

Armando Luiz Ferreira, diretor tributário da Hypera, foi o terceiro e último convocado a participar das oitivas da CPI dos Incentivos Fiscais. A ele foi pedido que fosse explicado o modo de operação do grupo.

Em sua fala inicial, ele lembrou que a Hypera chegou em 2001 no Estado e, em 2011, já possuía mais de 20 companhias ativas no território nacional, com destaque no Sudeste. “Foi o ano escolhido para a consolidação”, revelou. Na época Goiás possuía duas plantas, mas que não eram significantes.

Como estava de saída, segundo ele, o próprio Estado o procurou para ficar, e eles protocolaram, então, um pedido de incentivos fiscais. “O que desencadeou todo o processo legislativo, que parecia interessante a ambos. Hoje, 100% das principais empresas centralizadoras estão em Goiás”.

Ele também afirmou que as operações de importações são as mais significantes. “Há uma compra grande de fornecedores de fora, mas lutamos muito para substituir, quando possível, por alguém do Estado [que seriam as compras internas]”.

Recolhimento

Ele esclarece, também, que a operação da Hypera gera uma meta de recolhimento. “Conta para o benefício todo o recolhimento feito pelo grupo em Goiás. Nossa média de recolhimento e de R$ 64,5 milhões por ano de ICMS. Antes do benefício, era R$ 5 mi”.

Quando questionado se, nos últimos cinco anos, a empresa recebeu R$ 250 milhões, Armando não soube responder.

Já sobre o montante de crédito outorgado, desde o ano de 2012, o total de benefício fiscal soma R$ 2,6 bi, explicitou o diretor. “E investimos no Estado R$ 1,9 bi, podendo chegar a R$ 2 bi, além de um aumento expressivo da mão de obra. Então, acaba gerando benefícios e retornando ao Estado”.

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